Núcleo de Estudos de Economia Catarinense
  • Desemprego volta a crescer em Santa Catarina

    Publicado em 22/02/2019 às 15:52

    Foram divulgados hoje (22) os dados da Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílios (PNAD) Contínua, do IBGE, para o último trimestre de 2018. A PNAD Contínua oferece os parâmetros oficiais para as medidas de emprego e desemprego no Brasil, apresentando também medidas para cada uma das Unidades Federativas do país.

    A nível nacional, os dados indicam uma leve retração na taxa de desocupação, que era de 11,8% no 4º trimestre de 2017, e passou para 11,6% no mesmo trimestre de 2018. Com relação ao 3º trimestre de 2018, essa taxa caiu 0,3% no Brasil.

    Já para Santa Catarina, a PNAD Contínua indicou um novo crescimento no desemprego, tanto em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, quanto com o trimestre imediatamente anterior. Ao fim de 2017, a taxa de desocupação no estado figurava nos 6,3%, mas subiu para 6,4% no último trimestre de 2018, taxa também superior ao desempenho registrado no 3º trimestre de 2017, período em que 6,2% dos catarinenses encontravam-se desocupados.

    Ainda que o desemprego no estado siga muito inferior à média nacional, essa é a pior taxa de desocupação para o 4º trimestre em Santa Catarina desde o início da série PNAD Contínua (2012), superando inclusive a marca registrada no mesmo período em 2016, quando o mercado de trabalho catarinense foi fortemente afetado pela crise econômica nacional.

    Fonte: PNAD Contínua – IBGE, disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/tabela/4099


  • Atualização dos dados do mercado formal de trabalho

    Publicado em 29/12/2018 às 18:27

    O NECAT concluiu esta semana a atualização dos dados do emprego formal no estado, a partir das informações mais recentes da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), disponibilizada pelo Ministério do Trabalho (MTE).

    As tabelas atualizadas contam tanto com os agregados de Santa Catarina, quanto com os dados relativos às alterações dos vínculos formais de trabalho de cada uma das mesorregiões do estado, organizadas segundo setores de atividade econômica, sexo, escolaridade, faixa etária, jornada de trabalho e remuneração. Os arquivos completos contam com informações que vão desde 1991 até 2017 e podem ser conferidos aqui.

    Além disso, também foram atualizadas, para o mesmo período, as séries de indicadores cruzados do mercado formal de trabalho formal, relacionando pares de atributos diversos, tanto para o agregado, quanto para as mesorregiões.


  • Confira a lista dos 10 artigos mais acessados da Revista NECAT em 2018

    Publicado em 19/12/2018 às 22:26

    A Revista NECAT cumpre o importante papel de trazer à comunidade acadêmica assuntos sobre a economia catarinense, trazendo publicações semestrais que se consolidaram como referência bibliográfica na área. Os assuntos de interesse da Revista vão desde demografia, até políticas públicas, mercado de trabalho, economia rural, regional e urbana, dentre outros, apresentando uma diversidade manifesta nos dez artigos mais acessados da Revista em 2018, conforme a lista que se segue:

    1. “Fontes de dados demográficos e estudos de população em Santa Catarina” de Luís Felipe Aires Magalhães, publicado na Revista NECAT – Ano 4, Nº 7 (2015), com 1568 acessos.

    2. “Economia Compartilhada/Economia Solidária: Interfaces, Continuidades, Descontinuidades” de Armando de Melo Lisboa, publicado na Revista NECAT – Ano 6, Nº 11 (2017), com 450 acessos.

    3. “Migrações Internas no Brasil: Tendências para o século XXI” de Rosana Baeninger, publicado na Revista NECAT – Ano 4, nº 7 (2015) com 369 acessos.

    4. “De-industrialisation, ‘Premature’ De-industrialisation and the Dutch-Disease” de José Gabriel Palma, publicado na Revista NECAT – Ano 3, Nº 5 (2014), com 337 acessos.

    5. “A agropecuária em Santa Catarina: Cenário atual e principais tendências” de Tabajara Marcondes, publicado na Revista NECAT – Ano 5, Nº 9 (2016), com 326 acessos.

    6. “A dinâmica demográfica de Santa Catarina no período pós-1991” de Carla Craice e Thiago Pezzo, publicado na Revista NECAT – Ano 4, Nº 7 (2015), com 127 acessos.

    7. “Programas Governamentais e manutenção da agricultura familiar: O território rural do Alto Vale do Itajaí” de Andrei Stock, Simone Caroline Piontkewicz e Valmor Schiochet, publicado na Revista NECAT – Ano 6, Nº 11 (2017), com 124 acessos.

    8. “Economia Verde e Rio+20: Recortando o desenvolvimento sustentável” de Maurício Amazonas, publicado na Revista NECAT – Ano 1, Nº 2 (2012), com 109 acessos.

    9. “Subsídios à agricultura familiar: Contribuições do PRONAF no Alto Vale do Itajaí (2003/04 e 2012)” de Bruna dos Santos Prestes, Maiara Eloi da Silva, Marcia Füchter e Bruno Thiago Tomio, publicado na Revista NECAT – Ano 5, Nº 9 (2016), com 104 acesso.

    10. “Migrações, desruralização, urbanização e violência em Santa Catarina” de Juliano Giassi Goularti, publicado na Revista NECAT – Ano 4, nº 7 (2015), com 88 acessos.

    Para acessar todas as edições da Revista NECAT, clique aqui.


  • Joinville, Itajaí e Florianópolis lideram ranking do PIB em SC

    Publicado em 15/12/2018 às 0:16

    O ranking das cidades com maior Produto Interno Bruto (PIB) em Santa Catarina, divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE, manteve-se inalterado nas primeiras posições, em relação aos anos anteriores. Joinville, Itajaí e Florianópolis lideram a lista, nesta ordem. Juntos, somam R$ 63 bilhões.

    A análise leva em conta os números de 2016 – a avaliação é sempre retroativa a dois anos. Em comparação com os números divulgados no ano passado, referentes a 2015, pouco mudou no PIB das cidades que lideram o ranking. Joinville, com R$ 25,2 bilhões, e Florianópolis, com R$ 18,6 bilhões, mantiveram praticamente os mesmos valores de 2015. Itajaí teve um ligeiro aumento de 4%. Subiu de R$ 18,8 bilhões para R$ 19,2 bilhões.

    Se considerados os primeiros 10 colocados no ranking do PIB, o setor de serviços aparece como o maior motor da economia catarinense. Lidera em Joinville, Florianópolis, Blumenau, São José, Chapecó, Criciúma, Brusque e Balneário Camboriú. Apenas Itajaí e Jaraguá do Sul têm outros setores com maior peso na economia – para Itajaí, comércio e reparação de veículos automotores. Em Jaraguá do Sul, a indústria de transformação.

    Em tabelas destacadas pelo IBGE, priorizando algumas atividades específicas, as posições do PIB se alternam. Se considerado o valor adicionado bruto da agropecuária, por exemplo, São Joaquim, Campos Novos e Canoinhas lideram o ranking.

    Joinville, Blumenau e Jaraguá do Sul lideram o valor adicionado bruto da indústria. Em serviços, as colocações alternam para Florianópolis, Joinville e Itajaí, nesta ordem.

    Se considerada a arrecadação de impostos, Itajaí salta para o primeiro lugar com uma receita de R$ 6,5 bilhões. Joinville e Blumenau completam a lista.

    Para ler a reportagem completa, clique aqui.

    Fonte: NSC Total


  • Pobreza aumenta e atinge 54,8 milhões de pessoas em 2017

    Publicado em 12/12/2018 às 20:23

    O país tinha 54,8 milhões de pessoas que viviam com menos de R$ 406 por mês em 2017, dois milhões a mais que em 2016. Isso significa que a proporção da população em situação de pobreza subiu de 25,7% para 26,5%, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada hoje pelo IBGE. O estudo utilizou critérios do Banco Mundial, que considera pobres aqueles com rendimentos diários abaixo de US$ 5,5 ou R$ 406 mensais pela paridade de poder de compra.

    O Nordeste concentrou o maior percentual daqueles em situação de pobreza, 44,8%, o equivalente a 25,5 milhões de pessoas. Entre as unidades da federação, a maior proporção de pobres estava no Maranhão, com mais da metade da população, 54,1%, e em Alagoas, 48,9%. Já Porto Velho (RO) e Cuiabá (MT) foram as duas únicas capitais onde o contingente de pessoas que ganham menos de R$ 406 por mês superava a dos respectivos estados: em Porto Velho era 27%, contra 26,1% em Rondônia; em Cuiabá, 19,2%, contra 17,1% em Mato Grosso.

    Clique aqui para ler a reportagem completa.

    Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística


  • Dívida Pública é debatida na UFSC

    Publicado em 25/09/2018 às 15:00

    Veja como foi a palestra da coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, no III Congresso Catarinense de Auditoria Cidadã 2018, no auditório da reitoria 1 da UFSC, no dia 9 de agosto.


  • 15º Seminário NECAT debaterá as propostas econômicas para o Governo de Santa Catarina

    Publicado em 05/09/2018 às 17:25

    A crise econômica que se instalou no Brasil desde 2015 vem afetando também a economia catarinense. As receitas estaduais estão caindo, ao mesmo tempo em que a dívida estadual cresce e o orçamento do governo passou a ser deficitário a partir de 2018. Paralelamente a isso, o desemprego também aumentou, apesar do elevado programa de renúncia fiscal destinado a promover o emprego. Neste cenário, organizou-se o 15º Seminário NECAT/UFSC, Propostas Econômicas para o Governo de Santa Catarina: Debate entre os Candidatos a Governador do Estado“, com o objetivo de discutir com os candidatos a governador as propostas econômicas para enfrentar os problemas acima citados, além de outros que estão na agenda econômica pública catarinense.

    Data: 12.09.2018 (Quarta-feira)

    Horário: 18h30

    Local: Auditório do CSE/UFSC

    Link para inscrição no evento.


  • Pesquisa vinculada ao NECAT analisa dinâmica recente do mercado de trabalho em Santa Catarina

    Publicado em 31/08/2018 às 14:31

    O projeto de pesquisa “Análise da Dinâmica e da Evolução do Mercado de Trabalho no Estado de Santa Catarina entre 2001 e 2016”, oriundo de bolsa PIBIC da UFSC, foi desenvolvido de julho de 2017 a agosto de 2018 pelo graduando de Economia Vicente Loeblein Heinen, sob orientação do professor Lauro Mattei.

    O vídeo que se segue apresenta os objetivos da pesquisa, bem como os principais resultados obtidos:

    O relatório final do projeto pode ser conferido  neste endereço.


  • IBGE | Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola 2017

    Publicado em 23/08/2018 às 16:40

    Desde outubro de 2017, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi a campo para conhecer as características e a produção de todos os estabelecimentos agropecuários do território brasileiro.

    Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola 2017, é principal e mais completa investigação estatística e territorial sobre a produção agropecuária do país e mobiliza milhares de pessoas desde a fase de seu planejamento até a divulgação dos resultados.

    O Censo Agropecuário fez a coleta de dados  entre outubro de 2017 e fevereiro de 2018, adotando-se como referência o período de 1º de outubro de 2016 a 30 de setembro de 2017, ao qual deverão estar relacionados os dados sobre a propriedade, produção, área, pessoal ocupado, etc.

    A data de referência adotada para a pesquisa é 30 de setembro de 2017, à qual estão referidas as informações sobre estoques, efetivos da pecuária, da lavoura permanente e da silvicultura, entre outras totalizações.

    Você pode acompanhar mais informações aqui.


  • Dossiê “O Brasil pós-crise: das origens da crise às perspectivas e desafios futuros”

    Publicado em 07/08/2018 às 17:14

    A Associação Keynesiana Brasileira divulgou recentemente um Dossiê que reúne trabalhos acadêmicos voltados a discutir a crise brasileira e o Brasil pós-crise econômica. Intitulado “O Brasil pós-crise: das origens da crise às perspectivas e desafios futuros”, o Dossiê V visa contribuir para o debate sobre a economia brasileira em um ano em que se realizam eleições presidenciais e pode ser conferido neste link.


  • Publicação do 13º Número da Revista NECAT

    Publicado em 20/07/2018 às 10:33

    O 13º número da Revista NECAT, referente ao primeiro semestre de 2018, aborda o tema do emprego no Brasil e em Santa Catarina. Confira aqui a edição completa.

    Artigos desta edição:

    Desempenho econômico conjuntural e a situação recente do trabalho no Brasil | Marcio Pochmann

    Auge e declínio dos indicadores do mercado de trabalho brasileiro: da era lulista à política econômica da “Ponte para o Futuro” | Fernando Augusto Mansor de Mattos, João Hallak Neto, Flaviana Candido Oliveira e Danielle Carusi Machado

    Impactos da crise econômica no mercado de trabalho catarinense: uma análise do triênio 2015-2017 | Leandro dos Santos e Pietro Caldeirini Aruto

    Análise da evolução do mercado formal de trabalho em Santa Catarina entre 2001 e 2016 | Lauro Mattei, Vicente Loeblein Heinen

     


  • Fotos do 14º Seminário Necat – 2 Anos de Golpe de Estado no Brasil

    Publicado em 29/06/2018 às 12:38

    Já estão disponíveis as fotos do 14º Seminário Necat – 2 Anos de Golpe de Estado no Brasil neste link.


  • 14º Seminário NECAT – 2 Anos do Golpe de Estado no Brasil: Consequências Políticas e Econômicas

    Publicado em 15/06/2018 às 16:06

    Após tentativa do governo atual de impedir a realização, na UNB, do curso “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, mais de 30 instituições de ensino superior do país ofertaram curso semelhante em 2018. Tais iniciativas se inserem no âmbito da defesa da autonomia das universidades, conforme exarado na Constituição Federal. Na UFSC esse curso foi realizado entre 15.03 e 02.05.2018, contando com a participação de professores de diversas áreas de conhecimento. Recentemente universidades da França, Bélgica e Inglaterra também passaram a discutir o cenário político atual e as consequências para a democracia brasileira após o golpe de 2016. Visando colaborar neste debate, o NECAT organiza seu tradicional seminário com o objetivos de aprofundar os conhecimentos sobre as consequências políticas e econômicas desse processo.

    DIA: 20.06.2018 (Quarta-feira)

    LOCAL: Auditório do CSE

    PALESTRANTES:

    • Paulo Nogueira Batista Júnior – Economista, Ex Diretor do FMI e Ex Vice-Presidente do Banco dos BRICS
    • Lauro Mattei – Professor Associado do Departamento CNM-UFSC

     


  • Mercado de trabalho formal encerra 2017 com redução de vagas

    Publicado em 29/01/2018 às 21:18

    “Resultado aponta para o terceiro ano consecutivo em que o número de demissões é maior que o de contratações

    O mercado de trabalho formal brasileiro encerrou 2017 com saldo negativo de 20.832 vagas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira (26), pelo Ministério do Trabalho. As contratações alcançaram o número de 14,63 milhões e as demissões totalizaram 14,65 milhões. Ainda que o índice tenha sido expressivamente menor que em períodos anteriores, este é o terceiro ano consecutivo com perda de postos de trabalho. Em 2015 e 2016, foram fechados 1,53 milhão e 1,32 milhão de vagas, respectivamente.

    Em nota divulgada pelo Ministério do Trabalho, o ministro substituto, Helton Yomura, afirma que para os padrões do Caged esta redução em 2017 é equivalente à estabilidade do nível de emprego. O otimismo é justificado pela comparação do acumulado de 2017 com o fechamento de 2016. “Aqueles foram os piores resultados da série histórica do Caged”, disse Yomura.

    Dezembro

    De acordo com dados do Caged, em dezembro de 2017 o estoque de emprego formal no Brasil teve retração, com o fechamento de 328.539 postos de trabalho, representando uma queda de 0,85% em relação ao mês anterior. Foram 910.586 admissões e 1.239.125 desligamentos no mês

    Destaques 

    Conforme informações divulgadas pelo Caged, no ano passado a geração de empregos formais foi liderada pelo comércio, com saldo positivo de 40.087 postos de trabalho formais. Resultado superior aos de 2016, quando foi registrada a perda de 197.495 vagas, e de 2015, quando foram fechados 212.756 postos. Também houve saldo positivo na Agropecuária, que abriu 37.004 postos em 2017, revertendo a queda de 2016, de 14.193 vagas; e em Serviços, com 36.945 novos postos, interrompendo as quedas de 2016 e 2015 (-392.574 e -267.927, respectivamente).

    Já a Construção Civil e a Indústria de Transformação tiveram as maiores reduções em 2017: 103.968 e 19.900 postos, respectivamente.

    Entre as regiões do país, houve saldo positivo na geração de empregos no Centro-Oeste, com 36.823 contratações, e no Sul, onde foram geradas 33.395 novas vagas.

    Santa Catarina permanece em destaque entre os Estados que tiveram saldo positivo, com 29.441 novos postos de trabalho. Nesse grupo também estão o Goiás (25.370 postos), Minas Gerais (24.296 postos), Mato Grosso (15.985 postos) e Paraná (12.127 postos).

    Novas modalidades

    O Caged registrou 5.841 desligamentos por acordo em dezembro. Houve 2.851 admissões para trabalho intermitente no mês, contra 277 desligamentos. Já em dezembro, de maneira isolada, foram 2.328 admissões contra 3.332 desligamentos, um saldo negativo de 1.004 empregos.

    Com o corte de vagas em 2017, o Brasil fechou o ano com um estoque de 38,29 milhões de empregados formais. Esse número é o mais baixo desde o final de 2011, quando 38,25 milhões de pessoas ocupavam empregos com carteira assinada no país. Ao final de 2016, o Brasil tinha 38,32 milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada. “

    Confira aqui a publicação original, de autoria da Rede Catarinense de Notícias.

  • RAIS de 2016 indica nova retração do emprego formal na indústria de transformação

    Publicado em 07/01/2018 às 19:12

    O Ministério do Trabalho divulgou recentemente os dados de 2016 da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), que indica a evolução dos postos formais de trabalho no país e em cada uma das unidades federativas.

    No que diz respeito a Santa Catarina, chama atenção, em especial, a nova retração do emprego formal no setor da indústria de transformação, área de atividade econômica que abrange quase um terço dos postos formais de trabalho do estado, ficando atrás somente do setor de serviços.

     

    Distribuição dos postos formais de trabalho segundo setor de atividade econômica em Santa Catarina.

    Fonte: RAIS/MTE; Elaboração: NECAT

    A divulgação desses dados de 2016 revela que o emprego formal no setor da indústria de transformação (em azul claro no gráfico acima) vem decaindo desde 2014, assim como o total do estado (linha com marcadores no topo do gráfico). De uma maneira geral, pode-se afirmar que a retração do emprego formal nesse setor estaria apenas acompanhando a dinâmica do estado, que no mesmo ano sofreu uma redução de 106.010 postos formais de trabalho. Isso leva a uma redução da participação desse setor no conjunto do emprego formal estadual.

    Destaca-se, ainda, que a indústria de transformação foi o setor que mais perdeu em participação dentre os setores de atividade econômica de Santa Catarina. Em 2014 esse setor empregava 30,09% dos trabalhadores formalizados do estado, enquanto no ano de 2016 passou a empregar 29,03%. Em números totais, essa queda percentual representou uma redução de aproximadamente 55 mil postos formais de trabalho nos últimos dois anos considerados.