Núcleo de Estudos de Economia Catarinense
  • VOCAÇÕES REGIONAIS E O DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO

    Publicado em 22/03/2017 às 14:35

    Núcleo de Estudos para Desenvolvimento Econômico Sustentável e Inclusão Social (Desis), em parceria com o Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (Necat) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), convidam a comunidade acadêmica para o “I Seminário Desis: Vocações Regionais e Desenvolvimento Socioeconômico”.

    O evento será realizado no dia 6 de abril, das 9h às 17h, no auditório da Reitoria, em Florianópolis. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no local.

    Convite

    programação


  • Disponível a nova edição da Revista NECAT

    Publicado em 20/12/2016 às 13:46

    Para acessar a 10ª edição da Revista NECAT clique aqui.


  • 12º Seminário NECAT – CRISE E PERSPECTIVAS DA ECONOMIA BRASILEIRA

    Publicado em 20/10/2016 às 11:19

    Entendendo que a crise também afeta a economia catarinense, o Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (NECAT), promoveu o 12º NECAT na última quarta-feira (26/10/2016), evento cujo objetivo foi debater a atual crise econômica do país e as perspectivas da economia brasileira.

    O evento também foi uma comemoração dos 80 anos da Teoria Geral de Keynes, cujo Grupo de Estudos Keynesianos (GEK) é parte integrante do NECAT e auxiliou na organização do evento.

    O auditório do Centro Socioeconômico da UFSC ficou repleto para prestigiar o palestrante, professor Nelson Marconi da FGV-SP, que também é presidente da Associação Keynesiana Brasileira.

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  • Segundo FGV pesquisa indica inflação em ritmo menor

    Publicado em 17/08/2016 às 11:48

    O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu variação de 0,48%, na segunda prévia de agosto, o que representa um acréscimo de 0,02 ponto percentual acima do resultado anterior (0,46%). A apuração mostra que diminuiu a intensidade de alta, já que na primeira prévia, o índice tinha passado de 0,37% para 0,46%.

    O levantamento é feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), em Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.

    Foram constatados acréscimos em seis dos oito grupos pesquisados com destaque para transportes (de 0,32% para 0,36%) sob a influência do etanol (de 0,96% para 2,19%). Em saúde e cuidados pessoais, o índice subiu de 0,87% para 0,91%, puxado pelos artigos de higiene e cuidado pessoal (de 2,38% para 2,58%).

    No grupo educação, leitura e recreação , houve alta de 1,10% ante 1,06% sob o efeito, principalmente, do reajuste dos ingressos para show musical (9,49% para 11,87%). Em comunicação , a taxa passou de 0,18% para 0,55% com a tarifa de telefone móvel 1,86% mais cara ante uma variação de 0,01%.

    Inversão da queda

    Já em habitação, houve inversão da queda de 0,01% para uma estabilidade. Nesta classe de despesa, a maior contribuição foi o aumento nos serviços de conserto de eletrodomésticos (0,88% para 1,13%). E, no grupo vestuário, houve ligeira elevação (de 0,31% para 0,32%) e, entre os artigos que mais pressionaram o índice, está a camisa masculina (0,73% para 1,00%).

    Nos dois grupos restantes, foram verificados aumentos em ritmo menor do que na apuração passada: alimentação (de 0,72% para 0,69%) e despesas diversas (de 0,31% para 0,19%).

    Os itens que mais pressionaram a inflação no período foram: leite tipo longa vida (11%); show musical (11,87%); refeições em bares e restaurantes (0,82%); perfume (4,38%) e plano e seguro saúde (1,05%).

    Em sentido oposto, os itens que mais colaboraram para conter o avanço foram: batata-inglesa (-18,95%); tarifa de eletricidade residencial (-1,67%); cebola (-26,75%); tomate (-9,91%) e alface (-9,13%).

    Fonte: Agência Brasil


  • Superávit da balança comercial soma US$ 4,578 bilhões em julho

    Publicado em 02/08/2016 às 14:35

    A balança comercial registrou em julho superávit de US$ 4,578 bilhões. As exportações alcançaram US$ 16,331 bilhões e as importações, US$ 11,752 bilhões. O resultado ficou dentro das projeções do mercado, segundo pesquisa Projeções Broadcast com 18 instituições, mas abaixo da mediana. As previsões apontavam para um saldo positivo em junho entre US$ 4,300 bilhões e US$ 5,700 bilhões, com mediana de US$ 4,900 bilhões.

    Na última semana do mês (25 a 31), o saldo comercial ficou positivo em US$ 727 milhões, com vendas externas de US$ 3,310 bilhões e importações de US$ 2,583 bilhões.

    No acumulado de janeiro a julho de 2016, o superávit comercial atingiu US$ 28,230 bilhões, o melhor resultado para o período da história. As exportações somaram US$ 106,583 bilhões no período e as importações totalizaram US$ 78,353 bilhões. A série histórica tem início em 1989.

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  • Agronegócio responde por maior fatia de aporte em Santa Catarina

    Publicado em 22/07/2016 às 10:11

    Apesar da retração do consumidor, que substituiu produtos caros por outros mais baratos, e do aumento dos preços do milho, que impactaram os custos de produção, o agronegócio segue investindo. No ano passado, o setor alimentar foi responsável pela maior fatia de aportes realizada pela indústria em Santa Catarina, de 38%, segundo levantamento da Fiesc.

    Nesta semana, o diretor-executivo da Acav e do Sindicados da Indústrias de Carnes e Derivados, Ricardo Gouvêa, disse que as agroindústrias terão que investir para atender uma projeção de crescimento da demanda. O Ministério da Agricultura divulgou neste mês uma projeção de aumento da produção nos próximos dez anos de 31,3% em suínos e 34,6% em frangos.

    Gôuvea avalia que o crescimento na produção de frangos em Santa Catarina será menor. Mas, em suínos, o avanço terá patamares maiores pelo diferencial sanitário, já que SC é o único Estado com certificado internacional de Zona Livre de Aftosa Sem Vacinação. Graças a esse certificado, Santa Catarina negocia a abertura do mercado da Coreia do Sul, que importa 400 mil toneladas de suínos por ano.

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  • A 9ª edição da Revista Necat já está disponível

    Publicado em 23/06/2016 às 15:07

    Para acessar a edição da Revista Necat clique aqui.


  • Santa Catarina abriu 22 mil empresas no primeiro trimestre

    Publicado em 30/05/2016 às 16:33

    No primeiro trimestre de 2016, Santa Catarina foi o terceiro estado que mais abriu empresas, com 22 mil novos empreendimentos no país. Ao todo, o Brasil contabilizou 516.201 novas empresas, o maior registro para o período desde 2010, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas.

    O número nacional é 7,5% maior que no primeiro trimestre de 2015, quando foram registrados 480.364 nascimentos. Em março, houve ligeira queda de 0,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 184.560.

    De acordo com os economistas da Serasa Experian, o aumento de novas empresas no primeiro trimestre foi puxado pelo surgimento de novos microempreendedores individuais. Este movimento tem sido determinado, principalmente, pela perda de postos formais no mercado de trabalho por causa da recessão econômica, impulsionando trabalhadores desempregados a buscarem, de forma autônoma e formalizados, alternativas econômicas para a geração de renda.

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  • Produção industrial do Brasil sobe 1,4% em março

    Publicado em 04/05/2016 às 21:37

    De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE, em março a produção da indústria nacional apresentou alta de 1,4% na comparação com fevereiro. Tal resultado mensal é o melhor em pouco mais de dois anos. A despeito da notícia positiva, a crise política e econômica ainda sobrepuja a economia brasileira. Neste cenário, em uma ótica trimestral, a produção industrial registrou queda acentuada. No trimestre passado este número retraiu 11,7%, pior resultado desde o primeiro trimestre de 2009 (-14,2%). Na comparação com o ano anterior, março apontou uma queda similar, de 11,4%, chegando à 25ª taxa negativa nessa base de comparação.

    Entre os setores divulgados pelo IBGE, a categoria de Bens de Consumo foi a que exibiu a maior alta no mês de março, ou seja, 3,2% sobre o mês anterior, porém, fechou o primeiro trimestre com perdas acumuladas 9,8%. Já Bens de Capital, em março, expôs alta de 2,2%, encerrando os três primeiros meses com retração de 28,9%, devido, sobretudo, à queda de 28,6% na fabricação de bens para equipamentos de transporte. Dos 24 ramos pesquisados, 12 registraram aumento em março.

    A despeito de resultados díspares na comparação da base mensal e trimestral, a economia brasileira mostra que pode estar ensejando uma recuperação. Ou pelo menos perda da agudização da recessão. No entanto, em um cenário político e econômico (tanto doméstico quanto externo) extremamente adverso, são necessárias ações por parte do governo que sinalizem estabilidade da política econômica e um direcionamento no qual os preços relativos (câmbio e juros) possam ser utilizados para além do controle da inflação. Em outras palavras, torna-se imperativa a redução das taxas de juros e a manutenção de um câmbio favorável (depreciado) e menos volátil para a competitividade da indústria nacional em mercados internacionais.

    Análise realizada por Igor Rocha – Economista


  • Comitê de Política Monetária mantém a taxa de juros em 14,25%

    Publicado em 02/05/2016 às 15:13

    Na noite do dia 27 de abril, o Comitê de Política Monetária decidiu manter a taxa Selic em 14,25% ao ano. Ao contrário dos últimos três encontros, nesta reunião a decisão foi unânime. Essa foi a sexta manutenção seguida dos juros pelo Banco Central, que parou de subir a taxa Selic em setembro do ano passado.

    Segundo o comunicado, a autoridade monetária divulgou que:
    “O Comitê reconhece os avanços na política de combate à inflação, em especial a contenção dos efeitos de segunda ordem dos ajustes de preços relativos. No entanto, considera que o nível elevado da inflação em doze meses e as expectativas de inflação distantes dos objetivos do regime de metas não oferecem espaço para flexibilização da política monetária”.

    Em termos práticos, o argumento utilizado pela autoridade monetária é atuar desta forma para conter a inflação que se mostrou persistente no ano passado e no início de 2016, sem, no entanto, reconhecer que esta se deu via ajuste de preços administrados e efeito da desvalorização do real. Ou seja, não se trata de uma inflação de demanda e sim de oferta onde o combate via juros, pelo menos no curto prazo, possui pouco efeito. Ademais, em um período de acentuada recessão econômica, e queda da inflação, o atual patamar das taxas de juros no Brasil dificulta a retomada da economia. Tal patamar encarece o crédito e freia a demanda doméstica. Pelo lado dos empresários, essa dinâmica desestimula perspectivas de investimento produtivo. Pelo lado dos trabalhadores, há um rebate negativo no nível de empregos. Em conjunção, ambas as óticas mostram uma contração da renda do país em virtude de uma espiral contracionista da economia. A não redução da Selic torna inviável a retomada sustentável da economia.

    Análise realizada por Igor Rocha – Economista


  • Déficit em conta corrente é o menor desde agosto de 2009

    Publicado em 28/04/2016 às 12:57

    Desde o inicio de 2015, tem ocorrido uma melhora significativa das transações correntes do país, que representam o saldo final das operações comerciais de produtos e serviços negociados pelo Brasil com outros países, e inclui ainda o saldo da balança comercial, balança de serviços e transferências unilaterais. Analisando os dados do Banco Central, a redução do saldo deficitário é resultado particularmente da alta do dólar e queda da atividade econômica que reduziu fortemente as importações por bens e serviços.

    Em março, o déficit em transações correntes ficou em US$ 855 milhões. Tal número apresenta uma evolução positiva ante o resultado negativo de US$ 1,9 bilhão de fevereiro. Mais do que isso, este foi o melhor resultado desde agosto de 2009 (US$ 828 milhões). Analisando o acumulado dos últimos 12 meses, o saldo negativo das transações correntes passou de US$ 46,2 bilhões para US$ 41,4 bilhões – o que representa 2,39% do Produto Interno Bruto (PIB).

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    Neste cenário, as exportações brasileiras chegaram a US$ 15,9 bilhões, enquanto as importações ficaram US$ 11,6 bilhões, registrando um saldo positivo de US$ 4,3 bilhões. No trimestre, o saldo da balança comercial registra um superávit de US$ 7,7 bilhões. O saldo comercial acumulado em 12 meses passou de US$ 27,1 bilhões para US$ 31,2 bilhões.  Outras contas ficaram negativas, como a de serviços em US$ 2,9 bilhões e a de renda primária em US$ 2,4 bilhões. Ademais a conta financeira também ficou no vermelho em US$ 355 milhões.

    No que tange as despesas com viagens no exterior, os dados divulgados pelo BC mostraram que o reflexo da alta do dólar vista no ano passado foi significativa. Em números, os brasileiros gastaram no exterior US$ 1,3 bilhão em março. Para o mesmo mês no ano passado, este valor havia ficado em US$ 1,5 bilhão. Em 12 meses, a conta liquida de viagens acumula saldo negativo de US$ 9,0 bilhões. Quanto à entrada de investimento direto no país (IDP), este ficou em US$ 5,5 bilhões. O IDP tem sido a principal fonte de dólares para o país, e a entrada de recursos foi mais que suficiente para cobrir o déficit em conta corrente em março. No primeiro trimestre, o IDP totalizou US$ 16,9 bilhões, contra US$ 13,1 bilhões um ano antes. Em 12 meses (até março), o ingresso de IDP foi de US$ 78,8 bilhões (4,56% do PIB), em comparação com os 4,45% do PIB observados no acumulado até fevereiro.

    Tais dados trazem um alento para o difícil momento da economia brasileira. Nos últimos 10 anos o país vivenciava uma situação delicada no balanço de pagamentos, fruto de uma balança comercial pautada pela baixa diversificação das exportações – baseada em grande medida em matérias primas – e forte dependência de insumos importados para produção e bens finais intensivos em tecnologia. Nesta perspectiva, o ajuste nas transações correntes, que compõem o balanço de pagamentos, permite afastar uma crise nas contas externas. No entanto, a despeito disso, ao se pensar em uma estratégia de crescimento sustentável é imprescindível que ocorram políticas voltadas à redução das taxas de juros e manutenção da taxa de cambio em um patamar que favoreça a diversificação das exportações brasileiras e a incorporação de setores mais sofisticados – intensivo em tecnologias – a estrutura produtiva e exportações da economia.

    Análise realizada por Igor Rocha – Economista


  • Balança comercial tem o melhor março da série histórica

    Publicado em 06/04/2016 às 17:24

    Dados divulgados recentemente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que, no mês de março, as exportações superaram as importações em US$ 4,4 bilhões. Para esse mês, tal patamar foi o melhor da série histórica iniciada em 1989. O novo nível da taxa de câmbio (desvalorização do real) provocou queda da demanda por produtos importados e consequente impacto positivo na balança comercial. Com isso, no primeiro trimestre deste ano, a balança comercial do país ficou positiva em US$ 8,4 bilhões. Trata-se do melhor resultado para o período desde 2007, quando o saldo positivo foi de US$ 8,7 bilhões.

    Os produtos que mais se destacaram nas exportações foram a soja, milho, carnes, algodão, aviões, etanol, automóveis e ouro. No ano de 2016, as exportações já somam US$ 40,6 bilhões. Em uma análise da média diária, as exportações de março registraram US$ 727 milhões por dia, 5,8% abaixo da média verificada para o mesmo mês do ano passado (US$ 771,8 milhões). Pelo lado das importações, a média diária de março de 2016 (US$ 525,4 milhões) foi 30% inferior a mesma média diária para o período no ano passado (US$ 750,8 milhões). No mês, caíram as importações especialmente de combustíveis e lubrificantes (-40,8%), bens de consumo (-31%), bens intermediários (-28,3%) e bens de capital (-26,8%).

    Dado que expectativas positivas quanto ao equilíbrio da balança comercial vêm se concretizando desde o ano passado (com as exportações superando as importações em US$ 19,7 bilhões em 2015), tanto o Banco Central quanto o MDIC mantiveram projeções positivas para a Balança Comercial do País. O primeiro divulgou uma expectativa de resultado positivo de US$ 40 bilhões, enquanto o segundo pontuou uma previsão de US$ 35 bilhões.


  • Segundo IBGE o estado de SC fecha 2015 com a menor taxa de desemprego do país

    Publicado em 15/03/2016 às 19:56

    Santa Catarina fechou o ano de 2015 com uma taxa de desemprego de 4,2%, a menor do país. O dado foi divulgado na manhã desta terça-feira (15) e faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios — Contínua (PNAD Contínua), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de manter o melhor índice nacionalmente, a taxa de desemprego cresceu 1,5 ponto percentual em relação ao fim de 2014, quando estava em 2,7%. Na comparação com o terceiro trimestre de 2015, houve uma pequena queda: a taxa de desocupação foi de 4,4% para 4,2%.

    A região metropolitana de Florianópolis também apresentou uma elevação na taxa de desemprego ao longo de 2015: fechou o ano em 5,3% contra 4% no final de 2014. Apesar disso, é o segundo menor índice do país, atrás apenas da Grande Curitiba (5,2%). Já a capital em si possui a quinta menor taxa de desocupação do país, com 5,9%,  atrás de Campo Grande, Rio de Janeiro, Curitiba e Palmas.

    Para a especialista em economia Janypher Marcela Inácio, os dados do IBGE reforçam o papel fundamental da diversificação do mercado catarinense para garantir que o impacto da crise seja um pouco menor no Estado e chegue mais tarde do que em outras regiões.

    — Santa Catarina tem uma configuração diferente do resto do país, aqui temos um número grande de pequenas e médias empresas e em muitos setores. Em São Paulo, basta uma empresa para que 20 mil pessoas sejam demitidas. Aqui, precisaria de várias. Com a quantidade menor de funcionários destas estruturas enxutas, o impacto é menor — avalia.


  • Com queda recorde no volume de vendas, varejo em SC fecha mais de 5,5 mil lojas em 2015

    Publicado em 01/03/2016 às 14:08

     A queda na renda da população e a restrição ao crédito contribuiram para que o varejo amargasse em 2015 o pior desempenho dos últimos 15 anos em Santa Catarina. O tombo foi maior no varejo ampliado, que inclui setor automotivo e materiais de construção, com recuo de 10,1% no ano passado, frente à média nacional de 8,6%. O volume de vendas do varejo restrito encolheu 3,1% na comparação com o ano anterior, a queda mais acentuada desde 2001, início da série histórica da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) do IBGE.

    A consequência desse cenário foi o fechamento líquido de 5,597 lojas com vínculos empregatícios (saldo entre o número de lojas abertas e fechadas), que corresponde a uma retração de 13,8% em estabelecimentos comerciais que empregam ao menos um funcionário.

    “O resultado fraco das venda e o fechamento de lojas é reflexo de uma série de fatores que provocaram a desaceleração no consumo das famílias, interrompendo um ciclo de crescimento do mercado. A alta da inflação derrubou a confiança do consumidor. O acesso ao crédito, que tradicionalmente é a válvula de escape do brasileiro, encareceu a tal ponto que comprometeu a capacidade de consumo, especialmente nos segmentos mais dependentes das compras a prazo”, afirma o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

    O segmento que costuma apresentar pouca variação nas vendas – hipermercados, supermercados e mercearias –  teve queda de 4,7% nas vendas em 2015, mostrando que a cautela nos gastos chegou também no consumo de alimentos. Já o único setor com resultado positivo foi o de medicamentos, com alta de 4,9% nas vendas no Estado.

    Fonte: Fecomércio – SC

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  • Pesquisa realizada pela Fecomércio levanta dados sobre a perspectiva do consumidor e do empresário para 2016

    Publicado em 11/02/2016 às 10:25

    O ano de 2016 chegou com os reflexos da retração econômica vivida no ano passado no Brasil. No Estado, os efeitos da recessão foram observados principalmente na queda da produção industrial e no ritmo de vendas do comércio. Mesmo com o cenário atual, a expectativa é otimista na visão dos dois lados do consumo: para 43,7% dos consumidores, a economia brasileira vai melhorar este ano, já segundo 46% dos empresários as vendas podem fechar com números positivos. Os dados foram levantados na Pesquisa de Perspectiva do Consumidor e do Empresário para 2016, realizada pela Fecomércio SC.

    Apesar do cenário negativo que vivemos em 2015 e que vem se desenhado para 2016, o ano inicia com esperanças de melhorias no setor. Para o empresário do comércio será um ano de recuperação, mas não de grande ritmo de crescimento, como o que se via até 2012. Confirma essa ideia o fato de que 75,9% não pretendem ampliar o quadro de funcionários neste ano. Tudo indica que 2016 seguirá com a baixa criação de vagas no comércio e adequação a nova realidade econômica”, afirma o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

    Entre as cidades, a onda de otimismo dos consumidores vem de Florianópolis, com 51,7% dos moradores acreditando na retomada da economia. Os joinvilenses estão mais pessimistas, para 44,8% 2016 será mais um ano de retração econômica no país.

    Já em relação à segurança no emprego, que exerce grande poder de influência na decisão da compra, 43% dos catarinenses se sentem seguro em seu trabalho. Apesar da sensação de estabilidade, a resposta “não está empregado” aparece logo depois com 19,1%, seguida pela sensação de muita segurança (16,5%) e inseguros (15,9%).

    No caderno de finanças do consumidor, a palavra-chave é economia, visto que 36,7% pretende economizar. O sonho de ter a casa própria ainda faz parte dos planos (13,4%), a compra de um automóvel e a reforma da casa é opção para 9,6% dos entrevistados.

    Para acessar a pesquisa realizada pela Fecomércio – SC clique aqui.