Núcleo de Estudos de Economia Catarinense
  • Mercado de trabalho formal encerra 2017 com redução de vagas

    Publicado em 29/01/2018 às 21:18

    “Resultado aponta para o terceiro ano consecutivo em que o número de demissões é maior que o de contratações

    O mercado de trabalho formal brasileiro encerrou 2017 com saldo negativo de 20.832 vagas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira (26), pelo Ministério do Trabalho. As contratações alcançaram o número de 14,63 milhões e as demissões totalizaram 14,65 milhões. Ainda que o índice tenha sido expressivamente menor que em períodos anteriores, este é o terceiro ano consecutivo com perda de postos de trabalho. Em 2015 e 2016, foram fechados 1,53 milhão e 1,32 milhão de vagas, respectivamente.

    Em nota divulgada pelo Ministério do Trabalho, o ministro substituto, Helton Yomura, afirma que para os padrões do Caged esta redução em 2017 é equivalente à estabilidade do nível de emprego. O otimismo é justificado pela comparação do acumulado de 2017 com o fechamento de 2016. “Aqueles foram os piores resultados da série histórica do Caged”, disse Yomura.

    Dezembro

    De acordo com dados do Caged, em dezembro de 2017 o estoque de emprego formal no Brasil teve retração, com o fechamento de 328.539 postos de trabalho, representando uma queda de 0,85% em relação ao mês anterior. Foram 910.586 admissões e 1.239.125 desligamentos no mês

    Destaques 

    Conforme informações divulgadas pelo Caged, no ano passado a geração de empregos formais foi liderada pelo comércio, com saldo positivo de 40.087 postos de trabalho formais. Resultado superior aos de 2016, quando foi registrada a perda de 197.495 vagas, e de 2015, quando foram fechados 212.756 postos. Também houve saldo positivo na Agropecuária, que abriu 37.004 postos em 2017, revertendo a queda de 2016, de 14.193 vagas; e em Serviços, com 36.945 novos postos, interrompendo as quedas de 2016 e 2015 (-392.574 e -267.927, respectivamente).

    Já a Construção Civil e a Indústria de Transformação tiveram as maiores reduções em 2017: 103.968 e 19.900 postos, respectivamente.

    Entre as regiões do país, houve saldo positivo na geração de empregos no Centro-Oeste, com 36.823 contratações, e no Sul, onde foram geradas 33.395 novas vagas.

    Santa Catarina permanece em destaque entre os Estados que tiveram saldo positivo, com 29.441 novos postos de trabalho. Nesse grupo também estão o Goiás (25.370 postos), Minas Gerais (24.296 postos), Mato Grosso (15.985 postos) e Paraná (12.127 postos).

    Novas modalidades

    O Caged registrou 5.841 desligamentos por acordo em dezembro. Houve 2.851 admissões para trabalho intermitente no mês, contra 277 desligamentos. Já em dezembro, de maneira isolada, foram 2.328 admissões contra 3.332 desligamentos, um saldo negativo de 1.004 empregos.

    Com o corte de vagas em 2017, o Brasil fechou o ano com um estoque de 38,29 milhões de empregados formais. Esse número é o mais baixo desde o final de 2011, quando 38,25 milhões de pessoas ocupavam empregos com carteira assinada no país. Ao final de 2016, o Brasil tinha 38,32 milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada. ”

     

    Confira aqui a publicação original, de autoria da Rede Catarinense de Notícias.

  • RAIS de 2016 indica nova retração do emprego formal na indústria de transformação

    Publicado em 07/01/2018 às 19:12

    O Ministério do Trabalho divulgou recentemente os dados de 2016 da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), que indica a evolução dos postos formais de trabalho no país e em cada uma das unidades federativas.

    No que diz respeito a Santa Catarina, chama atenção, em especial, a nova retração do emprego formal no setor da indústria de transformação, área de atividade econômica que abrange quase um terço dos postos formais de trabalho do estado, ficando atrás somente do setor de serviços.

     

    Distribuição dos postos formais de trabalho segundo setor de atividade econômica em Santa Catarina.

    Fonte: RAIS/MTE; Elaboração: NECAT

    A divulgação desses dados de 2016 revela que o emprego formal no setor da indústria de transformação (em azul claro no gráfico acima) vem decaindo desde 2014, assim como o total do estado (linha com marcadores no topo do gráfico). De uma maneira geral, pode-se afirmar que a retração do emprego formal nesse setor estaria apenas acompanhando a dinâmica do estado, que no mesmo ano sofreu uma redução de 106.010 postos formais de trabalho. Isso leva a uma redução da participação desse setor no conjunto do emprego formal estadual.

    Destaca-se, ainda, que a indústria de transformação foi o setor que mais perdeu em participação dentre os setores de atividade econômica de Santa Catarina. Em 2014 esse setor empregava 30,09% dos trabalhadores formalizados do estado, enquanto no ano de 2016 passou a empregar 29,03%. Em números totais, essa queda percentual representou uma redução de aproximadamente 55 mil postos formais de trabalho nos últimos dois anos considerados.


  • Evolução dos Postos Formais de Trabalho atualizada com os dados mais recentes da RAIS

    Publicado em 15/12/2017 às 10:11

    O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (NECAT) concluiu a atualização de sua série de dados referentes à Evolução dos Postos Formais de Trabalho, conforme os dados mais recentes da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), disponibilizada pelo Ministério do Trabalho (MTE).

    As novas tabelas elaboradas contam tanto com os agregados de Santa Catarina, quanto com os dados relativos às alterações dos postos formais de trabalho de cada uma das mesorregiões do Estado, organizadas segundo setores de atividade econômica, sexo, escolaridade, faixa etária, jornada de trabalho e remuneração mensal. Os arquivos completos contam com informações que vão desde 1991 até 2016 e podem ser conferidos aqui.

    Além disso, também foram incluídas séries de cruzamentos de dados do mercado de trabalho formal, relacionando de dois a três diferentes atributos em um mesmo arquivo. Dessa forma, é possível analisar a dispersão dos postos formais de trabalho, observando por exemplo, como se dá a distribuição dos postos formais de trabalho em um determinado ramo de atividade econômica para o sexo masculino e para o feminino, quais são os setores de atividade econômica mais bem remunerados e assim por diante. Esses cruzamentos, que são delimitados pelos agregados de todo estado no caso dos cruzamentos triplos e também por mesorregiões no caso dos cruzamentos duplos, levam em conta o período de 2001 a 2016 e estão disponíveis aqui.


  • Publicada a 12ª edição da Revista NECAT

    Publicado em 04/12/2017 às 17:46

    A edição da Revista NECAT referente ao segundo semestre de 2017 tangencia o tema da Dívida Pública, com enfoque especial ao cenário econômico de Santa Catarina.

    A revista de número 12 conta com seis artigos e pode ser conferida aqui.


  • Materiais do 13º Seminário NECAT

    Publicado em 30/10/2017 às 15:32

    Materiais disponibilizados pelos palestrantes:

    Apresentação – Prof. Guilherme de Oliveira

    Apresentação – Paulo Victor Mercadante

    Apresentação – Wanderlei Pereira das Neves

    Download da transmissão feita ao vivo do Seminário

    Certificados de participação do Seminário:

    LISTA 1

    LISTA 2

    LISTA 3

    LISTA 4

    Obs: Em caso de eventuais erros nos certificados referentes a nome ou matrícula, favor solicitar novo certificado através do e-mail: necat.ufsc@gmail.com.


  • Convite ao 13º Seminário NECAT: Dívida Pública Catarinense – Cenário e Tendências

    Publicado em 24/10/2017 às 16:50

    A dívida pública é um tema de enorme relevância no atual cenário econômico do país, uma vez que coloca um conjunto de impedimentos às políticas econômicas, especialmente em termos de investimentos produtivos, limitando as possibilidades de ação do Estado. Nesse contexto, NECAT convida toda a comunidade acadêmica para o seu 13º Seminário, que procura discutir tal assunto à luz da realidade catarinense, debatendo a situação atual da dívida pública catarinense e suas principais tendências.

    Promoção:


  • II Seminário DESIS: Vocações Regionais e o Desenvolvimento Socioeconômico

    Publicado em 06/10/2017 às 17:02

    O Núcleo de Estudos e Desenvolvimento Econômico Sustentável e Inovação Social (DESIS) em parceria com o Órion Parque Tecnológico Luiz Herinque da Silveira, tem a honra de convidar para o II Seminário DESIS Vocações Regionais e o Desenvolvimento Socioeconômico que terá como foco principal os Indicadores para o Desenvolvimento Regional, Centro Vocacionais Tecnológicos e Empreendedorismo Social.  Serão tratados temas sobre a economia regional, questões sociais e engajamento de políticas públicas, desenvolvimento sustentável e inovação social.

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  • Santa Catarina conquista o quarto lugar na produção de leite do Brasil

    Publicado em 22/09/2017 às 14:40

    Conforme notícia divulgada pelo Diário Catarinense, baseada em dados recentes do IBGE: “Santa Catarina desbancou Goiás e já é o quarto maior produtor de leite do país. O motivo da ascensão de Santa Catarina é que o estado foi o único dos cinco primeiros que cresceu de produção. Enquanto Goiás caiu 5,5% no ano passado, em virtude de uma seca no Centro-Oeste, em Santa Catarina houve crescimento de 3,8%. No Brasil houve queda de 3,7%.”

    “[O secretário adjunto da Agricultura do Estado] destacou que a atividade é a nova ‘estrela’ do agronegócio, que envolve 70 mil famílias e gera milhares de empregos no campo, serviços, transporte e indústria. Com apenas 1,2% do território, Santa Catarina representa 10,5% da produção nacional. Os motivos são clima favorável para implantação de pastagens e abundância de água. O solo propício e a mão-de-obra familiar contribuem para o sucesso da atividade.

    Maiores produtores de leite do Brasil em 2016 (IBGE)

    1º Minas Gerais- 6,1 bilhões de litros

    2º Rio Grande doSul – 3,24 bilhões de litros

    3º Paraná – 2,74 bilhões de litros

    4º Santa Catarina – 2,43 bilhões de litros

    5º Goiás – 2,31 bilhões de litros

    Confira aqui  a matéria na íntegra


  • Dados da evolução dos postos formais de trabalho atualizados

    Publicado em 04/08/2017 às 17:39

    O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (NECAT) concluiu a atualização da série de dados lançadas pelo Ministério do Trabalho (MTE) até 2014, que dizemImagem relacionada respeito à Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

    As novas tabelas elaboradas contam tanto com os agregados de Santa Catarina, quanto com os dados relativos às alterações dos postos formais de trabalho de cada uma das mesorregiões do Estado e podem ser conferidas aqui.


  • Confira a 11ª edição da Revista NECAT

    Publicado em 31/07/2017 às 15:40

    A edição desse semestre da Revista NECAT conta com cinco artigos, tendo as reverberações da Economia Solidária em Santa Catarina como tema central.

    A Revista já chega ao seu sexto ano de publicação e sua décima primeira edição pode ser conferida aqui.


  • I Seminário DESIS: Vocações Regionais e Desenvolvimento Socioeconômico

    Publicado em 22/03/2017 às 14:35

    Núcleo de Estudos para Desenvolvimento Econômico Sustentável e Inclusão Social (DESIS), em parceria com o Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (NECAT), ambos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), convidam a comunidade acadêmica para o “I Seminário Desis: Vocações Regionais e Desenvolvimento Socioeconômico”.

    O evento será realizado no dia 6 de abril, das 9h às 17h, no auditório da Reitoria Central da UFSC, Trindade – Florianópolis. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no local.

    Promoção:

    Convite

    Programação:

    programação


  • Disponível a nova edição da Revista NECAT

    Publicado em 20/12/2016 às 13:46

    Para acessar a 10ª edição da Revista NECAT clique aqui.


  • 12º Seminário NECAT: Crise e Perspectivas da Economia Brasileira

    Publicado em 20/10/2016 às 11:19

    A atual crise pela qual passa a economia nacional repercute diretamente na economia catarinense e, tendo em vista essa preocupação, o Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (NECAT) promoveu o seu 12º Seminário na última quarta-feira (26/10/2016). O objetivo do evento foi debater a atual crise do país e as perspectivas da economia brasileira frente a ela.

    Realizado no auditório do Centro Socioeconômico da UFSC, onde a comunidade acadêmica compareceu em peso para prestigiar a conferência ministrada por Nelson Marconi, professor titular da FGV/SP e presidente da Associação Keynesiana Brasileira.

    O evento também foi uma comemoração dos 80 anos da Teoria Geral de Keynes, contando com a participação do coordenador do Grupo de Estudos Keynesianos (GEK) da UFSC e coordenador do NECAT, professor Lauro Mattei.

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    Auditório do CSE durante a palestra do professor Nelson Marconi


  • Pesquisa da FGV indica recuo da inflação

    Publicado em 17/08/2016 às 11:48

    O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu variação de 0,48%, na segunda prévia de agosto, o que representa um acréscimo de 0,02 ponto percentual acima do resultado anterior (0,46%). A apuração mostra que diminuiu a intensidade de alta, já que na primeira prévia, o índice tinha passado de 0,37% para 0,46%.

    O levantamento é feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), em Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.

    Foram constatados acréscimos em seis dos oito grupos pesquisados com destaque para transportes (de 0,32% para 0,36%) sob a influência do etanol (de 0,96% para 2,19%). Em saúde e cuidados pessoais, o índice subiu de 0,87% para 0,91%, puxado pelos artigos de higiene e cuidado pessoal (de 2,38% para 2,58%).

    No grupo educação, leitura e recreação , houve alta de 1,10% ante 1,06% sob o efeito, principalmente, do reajuste dos ingressos para show musical (9,49% para 11,87%). Em comunicação , a taxa passou de 0,18% para 0,55% com a tarifa de telefone móvel 1,86% mais cara ante uma variação de 0,01%.

    Inversão da queda

    Já em habitação, houve inversão da queda de 0,01% para uma estabilidade. Nesta classe de despesa, a maior contribuição foi o aumento nos serviços de conserto de eletrodomésticos (0,88% para 1,13%). E, no grupo vestuário, houve ligeira elevação (de 0,31% para 0,32%) e, entre os artigos que mais pressionaram o índice, está a camisa masculina (0,73% para 1,00%).

    Nos dois grupos restantes, foram verificados aumentos em ritmo menor do que na apuração passada: alimentação (de 0,72% para 0,69%) e despesas diversas (de 0,31% para 0,19%).

    Os itens que mais pressionaram a inflação no período foram: leite tipo longa vida (11%); show musical (11,87%); refeições em bares e restaurantes (0,82%); perfume (4,38%) e plano e seguro saúde (1,05%).

    Em sentido oposto, os itens que mais colaboraram para conter o avanço foram: batata-inglesa (-18,95%); tarifa de eletricidade residencial (-1,67%); cebola (-26,75%); tomate (-9,91%) e alface (-9,13%).

    Fonte: Agência Brasil


  • Superávit da balança comercial soma US$ 4,578 bilhões em julho

    Publicado em 02/08/2016 às 14:35

    A balança comercial registrou em julho superávit de US$ 4,578 bilhões. As exportações alcançaram US$ 16,331 bilhões e as importações, US$ 11,752 bilhões. O resultado ficou dentro das projeções do mercado, segundo pesquisa Projeções Broadcast com 18 instituições, mas abaixo da mediana. As previsões apontavam para um saldo positivo em junho entre US$ 4,300 bilhões e US$ 5,700 bilhões, com mediana de US$ 4,900 bilhões.

    Na última semana do mês (25 a 31), o saldo comercial ficou positivo em US$ 727 milhões, com vendas externas de US$ 3,310 bilhões e importações de US$ 2,583 bilhões.

    No acumulado de janeiro a julho de 2016, o superávit comercial atingiu US$ 28,230 bilhões, o melhor resultado para o período da história. As exportações somaram US$ 106,583 bilhões no período e as importações totalizaram US$ 78,353 bilhões. A série histórica tem início em 1989.

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