Núcleo de Estudos de Economia Catarinense
  • Menos horas, mais civilização

    Marcio Pochmann

    “Cada vez que o Brasil reduziu a apropriação do tempo humano pelo trabalho, foi porque a sociedade havia dado um salto civilizatório e ampliado a esfera da cidadania. Há uma linha invisível que atravessa a história brasileira. Ela não está nos livros de economia, mas está em cada hora a menos que trabalhamos, em cada direito inscrito em lei, em cada geração que teve mais tempo para viver além do trabalho. Essa linha é a redução da jornada de trabalho e ela é um dos mais precisos indicadores de progresso civilizatório que uma sociedade pode oferecer.”

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  • Contra a escala 6×1 – não por dádiva!

    Ricardo Antunes

    “Em artigo publicado em agosto de 2025, ao tratar da Inteligência artificial (de)generativa, indiquei, sem desenvolver, seis pontos a favor do fim da jornada 6X1 e nenhum contra. Agora que o tema ressurge com força no centro das discussões, vou indicar seus significados mais essenciais para a humanidade.”

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  • Democracia fiscal

    Rodrigo Toneto

    “O último ano do terceiro mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva começou em 2026. Com eleições marcadas para outubro, o debate político tende a se concentrar na avaliação do atual governo. Os indicadores econômicos apontam que o período de 2023 a 2026 será marcado pelos menores níveis de desemprego da série histórica, pela menor taxa média de inflação da história e pela redução do déficit primário em quase 90%.1 O gasto com políticas sociais também supera o de qualquer governo anterior. A pobreza e a extrema pobreza registraram as menores taxas da história.”

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  • Os impactos da guerra no Irã

    Luis Felipe Miguel

    “O ataque de Donald Trump ao Irã continua, sem prazo para terminar. Ao que parece, o presidente estadunidense iniciou uma guerra sem objetivos definidos, motivado pela vontade de demonstrar poderio e pela vaga esperança de repetir sua façanha na Venezuela.”

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  • O novo imperialismo de Donald Trump

    Carlos Eduardo Martins

    “Temos apresentado a conjuntura mundial contemporânea como caracterizada pelo caos sistêmico, que se estabeleceu hodiernamente a partir da ruptura da política externa estadunidense com o imperialismo informal e a globalização neoliberal, desde a eleição de Donald Trump em 2016.”

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  • A nova ordem mundial civilizacional da direita

    Michael C. Williams

    “O civilizacionismo, correspondendo a ideia de que a política mundial gira em torno de civilizações culturalmente delimitadas e lideradas por grandes potências, está alimentando a direita em ambos os lados do Atlântico. Essa ideologia está por trás do esforço de desmantelar o universalismo e reformular a ordem internacional.”

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  • Informativo NECAT – 49ª edição: Março de 2026

    Foi publicada a edição de número 49 do informativo NECAT.

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  • Postos formais de trabalho de Santa Catarina sofreram queda em dezembro/2025

    João Marcelo Sovinski
    Renan Angst Marcomini

    “Os dados do Novo Caged de dezembro/2025 mostraram que o saldo de vagas no mercado de trabalho formal do país teve uma variação negativa no mês de 1,3% com o fechamento de 618,2 mil postos formais de trabalho. Em Santa Catarina o cenário foi semelhante, tendo uma perda de 59,2 mil postos de trabalho formais, tendo uma queda de 1,8% no estoque total de empregos. Descontando os efeitos sazonais, entretanto, podemos perceber que em ambos os cenários a variação foi de 0,1%, mostrando um desempenho melhor do que o esperado, em termos de geração de empregos.”

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  • Setor de serviços catarinense caiu 3,9% em dezembro/25

    Kauê Soares Alexandre

    “Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) acompanha o comportamento conjuntural do setor de serviços no país e nas 27 Unidades Federativas (UFs) ao pesquisar a receita bruta de serviços em empresas juridicamente constituídas, cujo número de pessoas ocupadas que desempenham como atividade principal um serviço não-financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação, seja igual ou superior a 20. Em 12 de fevereiro foi divulgada a trigésima oitava edição da pesquisa, relativa ao mês de dezembro de 2025, após o início da última alteração metodológica1.”

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  • Varejo ampliado de Santa Catarina recuou 1,5% no último mês de 2025

    Rafael Nicolo Serra Ferreira

    “A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), constitui um dos principais instrumentos para acompanhar a dinâmica conjuntural do comércio varejista no Brasil. O levantamento mensura a receita bruta de revenda em empresas formalmente registradas com 20 ou mais empregados, cuja atividade principal está vinculada ao comércio. De caráter contínuo e com abrangência nacional, a pesquisa cobre as 27 Unidades da Federação, gerando indicadores mensais de volume de vendas e receita nominal, atualizados em séries históricas, atualmente tendo 2022 como ano-base. Além do varejo restrito, a PMC contempla ainda o varejo ampliado, que incorpora atividades como a comercialização de veículos, motocicletas, peças e materiais de construção.”

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  • Produção industrial catarinense recuou 2,8% em dezembro de 2025

    Gabriel Schwalbe Hoffmann

    “A pesquisa sobre a Produção Industrial Mensal – PIM Regional – é realizada pelo IBGE desde a década de 1970 sintetizando um conjunto de indicadores de curto prazo relativos ao comportamento da produção real da indústria extrativa e de transformação. Para tanto, são produzidos índices mensais para 17 unidades da federação segundo o critério de que tais unidades federativas tenham participação de, no mínimo, 0,50% do total do valor da transformação nacional. Ressalta-se que no caso da região Nordeste é realizado um agregado regional, razão pela qual tal região figura junto com as unidades federativas na divulgação das informações, conformando o horizonte de 18 localidades pesquisadas.”

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  • Mudanças na estrutura da produção agrícola catarinense entre 2014-2024

    Lauro Mattei

    INTRODUÇÃO

    Os últimos dados oficiais sobre a estrutura produtiva da agropecuária brasileira se referem ao Censo Agropecuário (CA) realizado pelo IBGE em 2017, inclusive com recortes específicos sobre a agricultura familiar visando atender aos preceitos legais embasados na Lei 11.326, também conhecida como Lei da Agricultura Familiar. No caso particular de Santa Catarina tal fato é relevante devido ao expressivo número de estabelecimentos enquadrados nessa categoria produtiva, conforme mostraremos mais adiante. Apenas como registro inicial, destaca-se que o CA 2017 mapeou 7.073.324 estabelecimentos agropecuários existentes no país. Deste total, 81% deles foram caracterizados como familiares.”

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  • A economia é fundamentalmente política

    Jostein Hauge

    “Em um episódio recente do The Weekly Show, Jon Stewart entrevistou Richard Thaler, o economista comportamental ganhador do Prêmio Nobel, cujo trabalho sobre a tomada de decisões humanas lhe rendeu, merecidamente, enorme respeito. O que deveria ser uma discussão sobre como a economia comportamental pode esclarecer o estado da economia rapidamente se transformou em um embate entre um comediante fazendo perguntas básicas sobre poder e política e um economista que teve dificuldades para respondê-las.”

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  • Como os economistas despolitizaram a economia

    Clara E. Mattei

    “É o outono de 1920 e estamos em Bruxelas. Políticos e economistas de toda a Europa estão sentados em mesas de trabalho, reunidos para a primeira conferência econômica internacional da história. Apesar do tom formal e das vestimentas elegantes, a tensão no ar era evidente. Suas declarações revelam uma sensação de cerco, até mesmo angústia, diante do que consideram uma desordem inaceitável, um caos social que está empurrando a economia capitalista para a beira do abismo.”

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  • Ancoragem cambial e desindustrialização

    Carlos Águedo Paiva

    Introdução

    Entre 1932 e 1980, o PIB brasileiro cresceu a uma taxa média de 6,71% a.a. Entre 1981 e 2024 a taxa média de crescimento foi de 2,17% a.a. Já passou da hora de entendermos que essa alteração na dinâmica econômica é irredutível a acertos e/ou erros das políticas econômicas em curso: ela tem uma dimensão estrutural.”

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