Dossiê “O Brasil pós-crise: das origens da crise às perspectivas e desafios futuros”

07/08/2018 17:14

A Associação Keynesiana Brasileira divulgou recentemente um Dossiê que reúne trabalhos acadêmicos voltados a discutir a crise brasileira e o Brasil pós-crise econômica. Intitulado “O Brasil pós-crise: das origens da crise às perspectivas e desafios futuros”, o Dossiê V visa contribuir para o debate sobre a economia brasileira em um ano em que se realizam eleições presidenciais e pode ser conferido neste link.

Publicação do 13º Número da Revista NECAT

20/07/2018 10:33

O 13º número da Revista NECAT, referente ao primeiro semestre de 2018, aborda o tema do emprego no Brasil e em Santa Catarina. Confira aqui a edição completa.

Artigos desta edição:

Desempenho econômico conjuntural e a situação recente do trabalho no Brasil | Marcio Pochmann

Auge e declínio dos indicadores do mercado de trabalho brasileiro: da era lulista à política econômica da “Ponte para o Futuro” | Fernando Augusto Mansor de Mattos, João Hallak Neto, Flaviana Candido Oliveira e Danielle Carusi Machado

Impactos da crise econômica no mercado de trabalho catarinense: uma análise do triênio 2015-2017 | Leandro dos Santos e Pietro Caldeirini Aruto

Análise da evolução do mercado formal de trabalho em Santa Catarina entre 2001 e 2016 | Lauro Mattei, Vicente Loeblein Heinen

 

Mercado de trabalho formal encerra 2017 com redução de vagas

29/01/2018 21:18

“Resultado aponta para o terceiro ano consecutivo em que o número de demissões é maior que o de contratações

O mercado de trabalho formal brasileiro encerrou 2017 com saldo negativo de 20.832 vagas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira (26), pelo Ministério do Trabalho. As contratações alcançaram o número de 14,63 milhões e as demissões totalizaram 14,65 milhões. Ainda que o índice tenha sido expressivamente menor que em períodos anteriores, este é o terceiro ano consecutivo com perda de postos de trabalho. Em 2015 e 2016, foram fechados 1,53 milhão e 1,32 milhão de vagas, respectivamente.

Em nota divulgada pelo Ministério do Trabalho, o ministro substituto, Helton Yomura, afirma que para os padrões do Caged esta redução em 2017 é equivalente à estabilidade do nível de emprego. O otimismo é justificado pela comparação do acumulado de 2017 com o fechamento de 2016. “Aqueles foram os piores resultados da série histórica do Caged”, disse Yomura.

Dezembro

De acordo com dados do Caged, em dezembro de 2017 o estoque de emprego formal no Brasil teve retração, com o fechamento de 328.539 postos de trabalho, representando uma queda de 0,85% em relação ao mês anterior. Foram 910.586 admissões e 1.239.125 desligamentos no mês

Destaques 

Conforme informações divulgadas pelo Caged, no ano passado a geração de empregos formais foi liderada pelo comércio, com saldo positivo de 40.087 postos de trabalho formais. Resultado superior aos de 2016, quando foi registrada a perda de 197.495 vagas, e de 2015, quando foram fechados 212.756 postos. Também houve saldo positivo na Agropecuária, que abriu 37.004 postos em 2017, revertendo a queda de 2016, de 14.193 vagas; e em Serviços, com 36.945 novos postos, interrompendo as quedas de 2016 e 2015 (-392.574 e -267.927, respectivamente).

Já a Construção Civil e a Indústria de Transformação tiveram as maiores reduções em 2017: 103.968 e 19.900 postos, respectivamente.

Entre as regiões do país, houve saldo positivo na geração de empregos no Centro-Oeste, com 36.823 contratações, e no Sul, onde foram geradas 33.395 novas vagas.

Santa Catarina permanece em destaque entre os Estados que tiveram saldo positivo, com 29.441 novos postos de trabalho. Nesse grupo também estão o Goiás (25.370 postos), Minas Gerais (24.296 postos), Mato Grosso (15.985 postos) e Paraná (12.127 postos).

Novas modalidades

O Caged registrou 5.841 desligamentos por acordo em dezembro. Houve 2.851 admissões para trabalho intermitente no mês, contra 277 desligamentos. Já em dezembro, de maneira isolada, foram 2.328 admissões contra 3.332 desligamentos, um saldo negativo de 1.004 empregos.

Com o corte de vagas em 2017, o Brasil fechou o ano com um estoque de 38,29 milhões de empregados formais. Esse número é o mais baixo desde o final de 2011, quando 38,25 milhões de pessoas ocupavam empregos com carteira assinada no país. Ao final de 2016, o Brasil tinha 38,32 milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada. “

Confira aqui a publicação original, de autoria da Rede Catarinense de Notícias.
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