A pandemia no Brasil vista por brasilianistas

25/05/2020 08:29

Dando sequência aos debates sobre a pandemia no Brasil, esta semana o Necat promoverá entrevistas com três importantes estudiosos do país localizados fora dele. O propósito dessa atividade é localizar a situação nacional com relação à conjuntura mundial e compará-la com a dos demais países. As entrevistas acontecerão de terça a quinta-feira, em horários distintos devido aos fusos-horários.

– 26/05 (terça-feira), às 14h: entrevista com Ignacio Berdugo Gomez de la Torre, Diretor do Centro de Estudios Brasileños | Universidade de Salamanca (Salamanca/Espanha)

– 27/05 (quarta-feira), às 15h: entrevista com Anthony Pereira, Diretor do King’s Brazil Institute | King’s College (Londres/Reino Unido)

– 28/05 (quinta-feira), às 18h: entrevista com James Green, Diretor do programa Brazil Initiative | Universidade de Brown (Providence/EUA)

As entrevistas serão transmitidas ao vivo pelo Necat neste link.

Necat compõe atividade do Comitê SUAS/SC sobre a atual situação do mercado de trabalho catarinense

23/05/2020 19:29

Os membros do Necat, Lauro Mattei e Vicente Loeblein Heinen, participarão de atividade organizada pelo Comitê do Sistema Único de Assistência Social de Santa Catarina (SUAS/SC), que tem como objetivo apresentar e problematizar a situação do mercado de trabalho catarinense diante da crise da Covid-19. O seminário online será coordenado pelo professor do Departamento de Serviço Social da UFSC, Ricardo Lara, e será transmitido ao vivo dia 26/05 (sexta-feira), às 14h, pelo Youtube do Comitê SUAS/SC.

TD 41/2020 – A COVID-19 em Santa Catarina: interpretando o estudo do Imperial College de Londres

21/05/2020 14:06

Os pesquisadores Lauro Mattei e Daniel Dourado elaboraram o “Texto para Discussão nº 41 – A COVID-19 em Santa Catarina: interpretando o estudo do Imperial College de Londres”. O professor Daniel auxiliou no avanço do debate por ser médico e advogado, permitindo fundamentar análises e opiniões técnicas sobre a pandemia.

O TD faz uma análise do relatório que vem embasado as decisões de diversos governos ao redor do mundo, sendo conhecido principalmente por ter feito o Primeiro Ministro do Reino Unido, Boris Johnson, mudar a estratégia de combate ao COVID-19 que estava sendo adotada.

O Governador de Santa Catarina costuma falar que utiliza esse estudo para embasar as decisões sobre as estratégias que serão adotadas. Em cima disso, o TD trabalha com os dados publicado verificando se são assertivas as medidas de flexibilização do isolamento.

Para fazer a leitura do texto, basta clicar aqui.

Outros textos também estão disponíveis na aba Textos para Discussão no site do NECAT.

TD 41

TD 40 – 2020 – A política econômica neoliberal irá aprofundar a recessão e agravar as condições sociais no Brasil

09/05/2020 12:03

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (NECAT) segue estudando e elaborando Textos para Discussão sobre a temática do COVID-19 e seus impactos sociais e econômicos. O Texto para Discussão nº 40, elabora por Lauro Mattei, é uma junção de 4 artigos sobre a política econômica brasileira frente à pandemia.

O TD é composto pelos seguintes artigos: “O neoliberalismo brasileiro na contramão do mundo”; “O ministro da economia também é um problema”; “Paulo Guedes: o repetitivo pianista de uma única nota”; “O ‘batedor de carteira’ dos trabalhadores brasileiros”.

Para ler o texto, basta clicar aqui ou acessar a Aba de Textos para Discussão.

TD 40

TD 036 – 2020: A importância de se manter o isolamento e o distanciamento social como instrumentos para controlar a expansão do novo coronavírus em Santa Catarina

05/04/2020 20:20

“Assim, diante da inexistência de uma testagem mais ampla da população que indicasse o grau efetivo de contágio da população e do número de casos notificados nos últimos dias, recomenda-se que sejam mantidas por mais uma semana as medidas preventivas até então adotadas, com acompanhamento e avaliação do estágio de aceleração da epidemia.”

O Texto de Discussão 036 aborda como está se desenrolando a pandemia no mundo, como está acontecendo no Brasil e as políticas públicas para combater a contaminação. Avalia as políticas do Governo de Santa Catarina, faz algumas  considerações e recomendações para evitar uma catástrofe em Santa Catarina.

Outros textos para discussão estão disponíveis na aba Texto para Discussão no site do NECAT.

TD 36 - 2020

TD 035 – 2020: A crise econômica decorrente do COVID-19 e as ações da equipe econômica do governo atual

31/03/2020 17:36

“Uma economia nessas condições e sendo afetada diretamente pela crise decorrente do COVID-19 terá enormes desafios pela frente. Diante desses fatos novos, entendemos que o governo federal precisa atuar rapidamente em três frentes essenciais: garantir a solvência das empresas (sobretudo do capital de giro) para que elas continuem funcionando; garantir a manutenção dos níveis de emprego e de salários dos trabalhadores; e atender aos segmentos mais vulneráveis da população que, além de excluídos economicamente, estão mais expostos à própria epidemia.”

O TD aborda a questão dos impactos econômicos decorrentes da pandemia que assola o mundo, apresenta diagnósticos da situação, faz projeções e recomendações do que deve ser feito para enfrentar as consequências do atual momento. O documento é formado por 5 artigos escritos pelo Prof. Lauro Mattei, coordenador geral do NECAT, e pode ser lido clicando aqui.

Outros textos para discussão estão disponíveis na aba Texto para Discussão no site do NECAT.

L'immagine può contenere: il seguente testo "NECAT DE ESTUDOS DE ECONOMIA CATARINENSE PARA DISCUSSÃO 35/2020 A CRISE DECORRENTE DO COVID-19 19 E AS AÇÕES DA EQUIPE ECONÔMICA DO GOVERNO ATUAL Lauro Mattei"

Sistema de Contas Regionais: Santa Catarina em 2017

22/01/2020 14:48

O PIB do Estado de Santa Catarina foi estimado em R$ 277,19 bilhões em 2017, enquanto a variação em volume foi de 4,0%. Sua participação na economia nacional saiu de 4,1% para 4,2%, entre 2016 e 2017, o que garantiu ao estado voltar à sexta posição entre os maiores PIBs do País; posição que havia perdido para a Bahia em 2016. As atividades de destaque da economia catarinense no ano foram Indústrias de transformação, Comércio e recuperação de veículos automotores e motocicletas e Atividades imobiliárias.

A Agropecuária representou 6,1% do valor adicionado bruto do estado em 2017 e teve crescimento em volume de 9,5%. O resultado foi influenciado pela Agricultura, inclusive apoio à agricultura e a pós-colheita e pela Produção florestal, pesca e aquicultura, que variaram em volume 11,0% e 15,0%; respectivamente. Na primeira atividade, houve aumento do cultivo de arroz, de milho e de soja, enquanto na segunda destacou-se a silvicultura de lenha e madeira em tora. Porém, em termos de valor corrente, a atividade da agricultura perdeu participação entre 2016 e 2017, de 3,7% para 3,0%, devido à queda de preços dos mesmos produtos que garantiram o aumento em volume.

A Indústria catarinense apresentou variação em volume 1,4% em 2017, em que o crescimento de Indústrias de transformação, compensou as quedas nas demais atividades industriais. Indústrias de transformação manteve-se como a atividade de maior participação na economia do estado, com 20,0% em 2017 (19,0% em 2016), e cresceu 4,1% em volume devido à fabricação de produtos alimentícios, fabricação de celulose, metalurgia e fabricação de peças e acessórios para veículos automotores. Já Construção teve queda em volume pelo terceiro ano consecutivo e redução de 1,0 ponto percentual, de 5,8% para 4,8%, na participação no valor adicionado bruto estadual.

O resultado em volume dos Serviços foi positivo e igual a 3,9%, influenciado sobretudo por Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas e Atividades imobiliárias, duas das principais atividades de serviços. Em relação ao comércio, Santa Catarina foi a Unidade da Federação com maior variação em volume da atividade (10,8%), devido aos comércios varejistas de hipermercados, combustíveis, móveis e eletrodomésticos e equipamentos de informação e comunicação. Já em Atividades imobiliárias, a variação em volume de 2,9% foi influenciada sobretudo pelo aluguel de imóveis próprios.

Fonte: Sistema de Contas Regionais: Brasil – 2017. Principais destaques por Unidade da Federação

A nova realidade rural e agrária do País

26/11/2019 16:53

Depois de exatamente 10 anos (Censo Agropecuário de 2006 publicado em 2009) foram divulgados recentemente os resultados do Censo Agropecuário realizado em 2017. Com isso, é possível se conhecer a nova realidade do país em termos da produção agropecuária e da estrutura agrária. O censo acabou de comprovar uma tendência já em curso há muitos anos em relação à expansão da fronteira agropecuária para a Amazônia. Esses aspectos e um conjunto de outras informações sobre o Brasil e, em particular, sobre Santa Catarina, serão disponibilizadas e discutidas durante o 17º Seminário NECAT, que contará com a presença do Gerente Técnico do Censo Agropecuário do IBGE Nacional, senhor Antônio Carlos Simões Florido.

Sobre o palestrante:
Antônio Carlos Simões Florido – Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Gerente Técnico do Censo Agropecuário 2017.

O evento ofertará emissão de certificados de participação mas para tanto deverá ser feito a inscrição nas palestras.

Locais e horários:
♦ Às 14h 30min no Auditório da EPAGRI: Resultados do Censo Agropecuário 2017 sobre Santa Catarina
Link para inscrição: http://inscricoes.ufsc.br/17-seminario-sc

♦ Às 18h 30min no Miniauditório de Economia: Resultados do Censo Agropecuário 2017 sobre o Brasil
Link para inscrição: http://inscricoes.ufsc.br/17-seminario-br

NECAT analisa a importância da UFSC na sociedade

23/09/2019 15:54

Diante do clima de mobilizações estudantis, o Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (NECAT/UFSC) foi convidado a elaborar um estudo sobre os impactos sociais e econômicos da Universidade Federal de Santa Catarina na sociedade.

O objetivo do Texto de Discussão Nº 32 é apresentar à comunidade tudo que a UFSC proporciona, os serviços, a extensão, a geração de emprego e o papel cidadão ao longo dos anos.

A leitura do texto pode ser feita clicando aqui, ou acessando a aba de Textos de Discussão onde estão disponíveis outros textos do NECAT.

Quais são os municípios de Santa Catarina com o melhor IDHMR?

21/08/2019 15:21

Além do IDHM abordado anteriormente existe outros três dimensões apresentadas do desenvolvimento humano municipal, sendo elas: Educação, longevidade e renda; esta último será objeto de estudo nesta postagem.

O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil define que o IDHMR como “a renda per capita da população, ou seja, a renda média mensal dos indivíduos residentes em determinado lugar”, o valor é expresso em reais e tem como base o dia 1º de agosto de 2010, os valores dos rendimentos apurados a partir do Censo Demográfico de 1991 e 2000, em cruzeiros de 1º de setembro de 1991 e em reais de 1º de agosto de 2000, foram convertidos em reais constantes de 1º de agosto de 2010 e deflacionado pelo Índice Nacional de Preços do Consumidor (INPC) do IBGE. A forma de obtenção dos dados é através do questionário de amostra do Censo Demográfico e é “corresponde à razão entre o somatório de todos os rendimentos de todos os indivíduos residentes no lugar de referência, recebidos no mês anterior à data do Censo, e o número total desses indivíduos.”.

Este indicador, assim como o IDHM, também mensurado de 0 a 1 e é utilizado para medir a capacidade média de aquisição de bens e serviços por indivíduos de uma determinada localidade, no caso desta postagem seria dos municípios de Santa Catarina. É importante frisar que uma das fragilidades do índice é que mesmo que tenha valores altos não garante que tenha uma igualdade entre as pessoas, pois são os valores do rendimento dividido pelo total da população.

O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil publicou em seu site os valores e o Núcleo de Estudos de Economia Catarinense organizou de forma que é possível ranquear os dez maiores e os cinco menores valores do índice, sendo estes:

1991

Florianópolis 0,763
Balneário Camboriú 0,738
Blumenau 0,726
Joaçaba 0,714
Jaraguá do Sul 0,711
São José 0,694
Brusque 0,693
Joinville 0,692
Xavantina 0,691
Turvo 0,682
Jupiá 0,443
Bandeirante 0,440
São Bernardino 0,434
Santa Terezinha do Progresso 0,427
Tigrinhos 0,418

2000

Balneário Camboriú 0,848
Florianópolis 0,828
Itapema 0,771
Blumenau 0,761
Lacerdópolis 0,760
Joaçaba 0,757
São Martinho 0,751
Braço do Norte 0,751
São Carlos 0,749
São José 0,748
Bela Vista do Toldo 0,541
Tigrinhos 0,537
Cerro Negro 0,528
Calmon 0,514
Entre Rios 0,490

2010

Florianópolis 0,870
Balneário Camboriú 0,854
Rio Fortuna 0,848
Treze Tílias 0,838
Joaçaba 0,823
Presidente Castello Branco 0,813
Blumenau 0,812
Timbó 0,807
Seara 0,804
São José 0,799
Lebon Régis 0,632
Matos Costa 0,630
Bela Vista do Toldo 0,624
São José do Cerrito 0,618
Calmon 0,618

Para acessar tabelas completas, o Núcleo de Estudos de Economia Catarinense disponibiliza através do link

Para mais informações e publicações, acesse: www.necat.ufsc.br

IDHM de Santa Catarina: Quais são os municípios de Santa Catarina com o melhor IDH?

14/08/2019 16:40

Quais são os municípios de Santa Catarina com o melhor IDH?

O IDH é um índice criado pelos pesquisadores Mahbub Ul Haq e Amartya Sem e permite ao pesquisador que analise a situação da localidade através de um indicador mais robusto, não analisando somente pela renda dos trabalhadores mas também pela saúde e educação, como a própria PNUD, Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, afirma em em seu site quanto à elaboração do índice: “A renda é importante, mas como um dos meios do desenvolvimento e não como seu fim. É uma mudança de perspectiva: com o desenvolvimento humano, o foco é transferido do crescimento econômico, ou da renda, para o ser humano.”

Assim, o IDH é amplamente utilizado a fim comparativo entre Países, Estados e Cidades, variando sempre de 0 a 1, sendo 0 uma situação de baixo desenvolvimento e próximo a 1 uma situação de muito alto desenvolvimento humano.

Os dados do IDH, seja de maneira agregada ou quanto à longevidade (IDHM Longevidade), educação (IDHM Educação) ou renda (IDHM Renda), estão disponibilizados através do Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil, os dados extraídos estão disponíveis e elaborados em tabelas de acesso livre que podem ser obtidas através do site do NECAT, basta entrar no item “Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – PNUD” na aba de “Informações Sociais”, alocada na seção de “Estatística de Santa Catarina”.

Quanto à pergunta inicial, os municípios de Santa Catarina mantêm uma constância nas primeiras colocações do melhor IDHM do Estado, nos três períodos de análise (1991, 2000 e 2010) as primeiras colocações estão entre Florianópolis, Balneário Camboriú e Joaçaba.

IDH 1991

Em 1991, a classificação dos melhores IDH é: Florianópolis (0,681); Joaçaba (0,635); Balneário Camboriú (0,630); São José (0,626); Blumenau (0,611); Jaraguá do Sul (0,602); Tubarão (0,602); Brusque (0,591); Itajaí (0,588); Joinville (0,585). Já os piores foram: Bela Vista do Toldo (0,316); Ouro Verde (0,315); Saltinho (0,313); Tigrinhos (0,308); Vargem (0,288). No mesmo ano, o IDH de Santa Catarina foi 0,543 e do Brasil foi 0,493.

IDH 2000

Em 2001, a classificação dos melhores IDH é: Balneário Camboriú (0,777); Florianópolis (0,766); Joaçaba (0,741); Jaraguá do Sul (0,740); Blumenau (0,727); Tubarão (0,721); Brusque (0,720); São José (0,718); Schroeder (0,712); Joinville (0,711). Os piores foram: Entre Rios (0,487); Brunópolis (0,481); Cerro Negro (0,475); Timbó Grande (0,453); Calmon (0,427). O IDH catarinense foi 0,674 e o brasileiro 0,612.

IDH 2010 

Em 2010, a classificação dos melhores IDH é: Florianópolis (0,847); Balneário Camboriú (0,845); Joaçaba (0,827); Joinville (0,809); São José (0,809); Blumenau (0,806); Rio Fortuna (0,806); Jaraguá do Sul (0,803); Rio do Sul (0,802); São Miguel do Oeste (0,801). Os piores IDHM do Estado são: Campo Belo do Sul (0,641); São José do Cerrito (0,636); Vargem (0,629); Calmon (0,622); Cerro Negro (0,621). No mesmo ano, o IDH de Santa Catarina foi 0,774 e o do Brasil foi 0,727.

Para acessar estatísticas referentes ao dados do IDHM, o Núcleo de Estudos de Economia Catarinense disponibiliza tabelas, é possível acessar através do link.