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Casos ativos aumentaram em 25% na primeira quinzena de janeiro
Foi publicada a edição de número 36 do Boletim da Covid-19 em Santa Catarina. O título da edição é: “Boletim da COVID-19 em Santa Catarina: Casos ativos aumentaram em 25% na primeira quinzena de janeiro” e foi assinada pelo professor Lauro Mattei, coordenador geral do Necat/UFSC.
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Santa Catarina foi um dos estados que menos fez testes para Covid-19 em 2020
Por: Lauro Mattei [1]
Desde o mês de março de 2020, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a COVID-19 como uma pandemia, a testagem rápida da população foi sempre colocada como uma ação estratégica para combater a doença. Isto porque “as informações sobre testagem são de extrema importância para a avaliação da epidemia e possibilitam entender como a doença está se disseminando. Do ponto de vista epidemiológico, é uma das ferramentas mais importantes para conter, desacelerar e reduzir a propagação da Covid-19” (FIOCRUZ, 2020, p. 03).
A testagem pode identificar rapidamente a parcela de pessoas contaminada em uma determinada cidade, região ou país, possibilitando a adoção de mecanismos adequados e eficazes para controlar a doença, ao mesmo tempo em que permitem às autoridades públicas a adoção de medidas relativas aos demais setores de atividades econômicas e sociais também afetados pela pandemia.
Nesta direção, nota-se que muitos países que adotaram um bom planejamento de testagem são exatamente aqueles mais exitosos no controle da pandemia. Já o Brasil faz parte do grupo de países que menos testes realizou para detectar a presença da doença em sua população, sendo superado por países com o Chile e a Eslováquia, que realizam quase quatro vezes mais testes que os realizados no país.
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Santa Catarina começou 2021 com a sexta maior média semanal móvel de óbitos do país
Foi publicada a edição de número 35 do Boletim da Covid-19 em Santa Catarina. O título da edição é: “Santa Catarina começou 2021 com a sexta maior média semanal móvel de óbitos do país” e foi assinada pelo professor Lauro Mattei, coordenador geral do Necat/UFSC.
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Avaliação do avanço da pandemia em Santa Catarina
O coordenador do Necat/UFSC, professor Lauro Mattei, participou ao vivo da edição de hoje (08/01) do telejornal Bom Dia Santa Catarina, da NSC TV. Em sua fala, fez uma avaliação da situação do estado diante do aumento de mortes decorrentes de infecção por coronavírus. Confira aqui o vídeo completo.
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A COVID-19 mês a mês em Santa Catarina: um breve balanço
Por: Lauro Mattei [1]
Ontem (03.01.2021) o estado de Santa Catarina atingiu a marca de 497.345 pessoas contaminadas pela doença provocada pelo novo coronavírus. Com isso, passou a ser o terceiro estado do país com maior número de contaminados, apesar de ser o décimo primeiro estado em termos de população. Além disso, após atingir a marca de 5.314 óbitos, situa-se entre os dez estados com maior número de mortes.
É importante registrar que desde o mês de março de 2020, quando teve início no Brasil a pandemia provocada pelo novo coronavírus, o assunto vem sendo tratado de forma irresponsável por parte de diversas autoridades públicas, seja desqualificando a real dimensão da doença, seja ignorando as recomendações das autoridades sanitárias do país, especialmente em termos das medidas de proteção capazes de evitar a transmissão da doença.
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Santa Catarina é o 11º estado do país com maior número de mortes pela COVID-19.
Foi publicada a edição de número 34 do Boletim da Covid-19 em Santa Catarina. O título da edição é: “Santa Catarina é o 11º estado do país com maior número de mortes pela COVID-19” e foi assinada pelo professor Lauro Mattei, coordenador geral do Necat/UFSC.
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Retrospectiva 2020: Blog do Necat
Apesar do fechamento dos prédios da Universidade, 2020 foi um ano muito ativo para a equipe do Necat. Ao longo deste ano, o Núcleo intensificou sua incidência no debate público, oferecendo análises sobre os temas mais patentes à socioeconomia catarinense. Um dos mecanismos para tanto foi o Blog do Necat, fundado em maio como mais uma forma de aproximar a comunidade das produções do Núcleo. O sucesso dessa iniciativa é atestado pelos bons índices de acessos dos mais de 30 textos já publicados do blog. A seguir, apresentamos uma retrospectiva destes textos, segundo os principais eixos temáticos abordados ao longo do ano:
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5 mil vidas perdidas pela COVID-19 em Santa Catarina: e dai?
Por Lauro Mattei [1]
Desde o mês de março de 2020, quando teve início no Brasil a pandemia provocada pelo novo coronavírus, o assunto vem sendo tratado de forma irresponsável e até pejorativamente por parte do Presidente da República, chegando a classificar a COVID-19 como uma simples “gripezinha”. Mais recentemente chamou os brasileiros de “maricas”, porque estes estavam dando muito atenção a tal doença. Além disso, desde o início da pandemia tem dado demonstrações públicas contrárias a todas as recomendações das autoridades sanitárias do país, seja promovendo aglomerações ou então não usando os instrumentos de proteção que evitam a transmissão da doença.
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A covid-19 em Santa Catarina e as falácias do governador
Por Lauro Mattei[1]
No dia 23.12.2020 o estado de Santa Catarina já tinha registrado que 472.199 pessoas haviam sido contaminadas pela COVID-19, sendo que 99.654 delas foram contaminadas apenas no mês de dezembro. Além disso, 4.885 pessoas tinham perdido a vida, sendo 1.076 delas apenas nos primeiros vinte e três dias do referido mês. Esses dados revelam a gravidade da situação da doença no estado, o qual apresenta a terceira maior proporção de casos do país, quando feita a proporcionalidade por cada 100 mil habitantes.
Nesse mesmo dia, o governador de SC foi entrevistado no Jornal do Almoço, do Grupo NSC. Tal entrevista foi marcada por respostas evasivas, contraditórias e, até mesmo, distantes da realidade da doença no estado. Neste sentido, esse artigo tem por objetivo discutir muitos pontos controversos apresentados pelo governador, além de apresentar informações oficiais que contradizem a própria fala do referido governador.
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O ritmo de crescimento do setor de serviços em Santa Catarina arrefeceu em outubro de 2020
Por Lauro Mattei[1] e Lilian de Pellegrini Elias[2]
O volume de serviços atingiu no mês de outubro o melhor patamar no ano de 2020 no estado de Santa Catarina, ou seja, esse volume situou-se acima dos resultados observados no período imediatamente anterior ao início da pandemia de COVID-19 (março de 2020). Desta forma, nota-se que o desempenho de outubro de 2020 equivale ao patamar verificado no mês de maio de 2019, que é considerado o melhor resultado de 2019, conforme Gráfico 1. No entanto, o resultado positivo em relação aos meses precedentes deve ser observado com certa cautela. Os anos de 2017 a 2020 foram marcados pelo baixo dinamismo do setor de serviços quando comparado com o final de 2014, sendo que o mês de novembro de 2014 marcou o ponto de melhor desempenho do setor de serviços em toda a série da Pesquisa Mensal de Serviços iniciada em janeiro de 2011.
Gráfico 1: Volume de serviços em SC (índice base fixa com ajuste sazonal, out/2014=100)
Fonte: PMS (2020); Elaboração: Necat/UFSC
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Confira a lista dos 10 artigos mais acessados da Revista Necat em 2020
Em 2020 a Revista Necat completou seu 9º ano de existência. Desde sua primeira edição, o periódico trouxe importantes contribuições para o debate da socieoeconomia catarinense, consolidandndo-se como referência bibliográfica na área. Os assuntos de interesse da Revista vão desde demografia, até políticas públicas, mercado de trabalho, economia rural, regional e urbana, dentre outros. Essa diversidade se expressa na lista dos artigos mais acessados em 2020, conforme relacionados a seguir:
1. “Fontes de dados demográficos e estudos de população em Santa Catarina” de Luís Felipe Aires Magalhães | Ano 4, Nº 7 (2015), com 75.664 acessos.
2. “As transformações no mundo do trabalho e as tendências das relações de trabalho na primeira década do Século XXI no Brasil” de José Dari Krein | Ano 2, nº 3 (2014) com 12.624 acessos.
3. “Migrações Internas no Brasil: Tendências para o século XXI” de Rosana Baeninger | Ano 4, nº 7 (2015) com 10.089 acessos.
4. “A dinâmica demográfica de Santa Catarina no período pós-1991” de Carla Craice e Thiago Pezzo | Ano 4, nº 7 (2015) com 10.039 acessos.
5. “De-industrialisation, ‘Premature’ De-industrialisation and the Dutch-Disease” de José Gabriel Palma | Ano 3, Nº 5 (2014), com 8.945 acessos.
6. “Migrações, desruralização, urbanização e violência em Santa Catarina” de Juliano Giassi Goularti | Ano 4, nº 7 (2015), com 7.396 acessos.
7. “Características socioeconômicas da região do extremo sul catarinense: uma análise entre o rural e o urbano“, de Dimas de Oliveira Estevam, Tiago P. Jorge e Giovana Ilka J. Salvaro | Ano 3, nº 7 (2015), com 5.198 acessos.
8. “Programas Governamentais e manutenção da agricultura familiar: O território rural do Alto Vale do Itajaí” de Andrei Stock, Simone C. Piontkewicz e Valmor Schiochet | Ano 6, Nº 11 (2017), com 3.989 acessos.
9. “Padrões de crescimento e integração da economia regional brasileira no século XX e início do XXI“, de Beatriz Tamaso Mioto, Pietro Caldeirini Aruto e Fernando Cézar de Macedo | Ano 3, nº 6 (2015), com 2.684 acessos.
10. “Impactos da crise econômica no mercado de trabalho catarinense: uma análise do triênio 2015-2017“, de Leandro dos Santos e Pietro Caldeirini Aruto | Ano 7, nº 14 (2018), com 2.459 acessos.
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Qual a dimensão do desemprego gerado pela crise da Covid-19 em Santa Catarina?
Por: Vicente Loeblein Heinen[1] e Lauro Mattei[2]
Ao contrário do que ocorreu em outros momentos de crise, a queda da produção associada à pandemia da Covid-19 foi transmitida de forma quase imediata para o nível de emprego em todas as regiões do país. Com o rompimento abrupto das atividades de diversas cadeias produtivas e o início das medidas de isolamento social em meados de março de 2020, o mercado de trabalho brasileiro foi fortemente atingido, deteriorando-se em ritmo sem precedentes na história recente do país. A dinâmica desse processo, bem como seus reflexos em Santa Catarina, foi examinada em artigo recentemente publicado na Revista Necat. Este texto visa analisar o comportamento da força de trabalho no Brasil e no estado de Santa Catarina a partir dos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, relativos ao 3º trimestre de 2020.
A situação do mercado de trabalho catarinense diante da calamidade nacional
Em comparação com a média nacional, a queda nas ocupações em Santa Catarina foi relativamente mais severa no 1º trimestre de 2020 e menos intensa no 2º trimestre, a despeito do agravamento do cenário em ambos os períodos. Com isso, no acumulado do 1º semestre o Brasil já havia perdido 11,1% e Santa Catarina 4,5% de todos os seus postos de trabalho (Gráfico 1).
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A transmissão da COVID-19 continua sem controle em Santa Catarina
Foi publicada a edição de número 33 do Boletim da Covid-19 em Santa Catarina. O título da edição é: “A transmissão da COVID-19 continua sem controle em Santa Catarina” e foi assinada pelo professor Lauro Mattei, coordenador geral do Necat/UFSC.
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Produção Industrial de Santa Catarina cresceu em outubro, mas produção acumulada do ano ainda é negativa
Por: Matheus Rosa[1] e Lauro Mattei[2]
Os dados divulgados pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE (PIM-PF) do mês de outubro revelaram uma possível estagnação da produção industrial do país, uma vez que sete das quinze unidades da federação pesquisadas apresentaram resultados negativos e/ou estagnados. Com isso, verifica-se que, diferentemente dos meses imediatamente posteriores ao período agudo da crise da Covid-19 (março e abril), o mês de outubro registrou baixas taxas de crescimento nas diversas comparações mensais, mantendo-se, desta forma, o cenário negativo para a produção acumulada do ano, quando comparada ao igual período do ano anterior.
No âmbito nacional, como podemos observar no Quadro 1, a produção física teve uma expansão de apenas 1,1% em relação ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. Com isso, o mês de outubro registrou a menor taxa de expansão da produção desde o início da recuperação (9,6% em junho, 8,6% em julho, 3,4% em agosto, 2,8% em setembro e 1,1% em outubro).
Quadro 1: Atividade Industrial no Brasil, 2020
Fonte: PIM-PF IBGE; Elaboração: NECAT-UFSC.<
Dentre as 14 Unidades da Federação pesquisadas no mês de outubro, apenas quatro delas, PR (3,4%), PE (2,9%), SC (2,8%) e MT (1,1%), apresentaram taxas superiores à média nacional, que foi de 1,1%. Além dessas, mais três unidades apresentaram resultados positivos: CE (0,5%), SP (0,5%) e MG (0,4%). Todas as demais apresentaram resultados negativos ou estagnados, destacando-se os seguintes percentuais: RJ (-3,9%), GO (-3,2%), ES (-1,8%), PA (-1,8%), AM (-1,1%) e BA (-0,1%). Apenas no RS a produção ficou estagnada (0,0%) em relação ao mês anterior.
Em relação ao desempenho acumulado do ano (janeiro-outubro), o cenário geral do país ainda é negativo da ordem de -6,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Dentre as 14 unidades da federação pesquisadas apenas quatro delas apresentaram resultados positivos: PE (2,4%), RJ (1,4%), GO (0,7%) e PA (0,1%). Todas as demais detêm um saldo negativo, destacando-se o ES (-17%), CE (-9,8%), RS (-9%), AM (-8,9%), SP (-8,2%), SC (-7,8%), BA (-6,9%) PR (-6,0%), MG (-5,8%) e MT (-4,6%). Tais retrações acumuladas contribuíram significativamente para a geração de um cenário nacional negativo no mesmo período.
Para o conjunto da produção industrial do país, a taxa de apenas 1,1% em relação ao mês anterior, mais do que representar uma mera recomposição de bases comparativas, revela diversos fatores estruturais, com destaque para o arrefecimento da recuperação que estava em curso; para uma queda importante da taxa de crescimento em relação ao mesmo mês do ano anterior; além de descompassos entre os diversos setores, em particular dos bens de consumo duráveis e não duráveis. Tais fatores, sem dúvida, estão indicando uma clara perda generalizada de dinamismo e de ritmo da produção industrial que, em última instância, reflete a dimensão da crise econômica em curso no país.
O desempenho da Indústria Catarinense em outubro de 2020
O Gráfico 1, que ilustra o desempenho oscilante em curso na indústria catarinense há pelo menos dois anos, evidencia a perda de ritmo para a retomada da produção industrial. Assim como no cenário nacional, as altas expressivas após os impactos iniciais da pandemia serviram apenas para recuperar parcialmente os baixos índices de março e abril, porém sem a força necessária para uma recuperação mais efetiva. Com isso, observa-se que também no estado catarinense começou a se desenhar um retorno próximo ao patamar de 2019, caracterizado por baixas variações que configuravam um cenário próximo à estagnação.
Gráfico 1: Produção Física Industrial em Santa Catarina, variação (%) no mês (com ajuste sazonal) – 24 meses

Fonte: PIM-PF IBGE; Elaboração: NECAT-UFSC.
Como é mostrado pelo Quadro 1, a variação mensal de outubro, em comparação com o mês imediatamente anterior, foi de 2,8%. Mantendo uma correlação muito próxima aos resultados do agregado nacional, a expansão da produção industrial de SC no mês de outubro apresentou a menor magnitude desde que se iniciou a recuperação das quedas de março e abril. Como consequência, o resultado acumulado do ano continuou apresentando uma retração da ordem de -7,8%. Em grande medida, esse montante está sendo agravado pela perda de ritmo das taxas mensais de recuperação, mesmo que o parâmetro de comparação seja o baixo resultado apresentado no ano de 2019. Isso significa que ainda há um longo caminho para que a produção industrial de Santa Catarina supere os impactos da pandemia e apresente um cenário de crescimento mais estável e sustentável.
Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, a expansão em outubro voltou a ser de 7,6%, repetindo o auferido em setembro. Mais uma vez é importante destacar que esses dados positivos dizem mais sobre a debilidade da indústria catarinense em 2019 do que propriamente uma expansão da produção em 2020. Por isso que o acumulado dos últimos doze meses também é negativo da ordem de -6,8%.
Quadro 2: Atividade Industrial em Santa Catarina, 2020
Fonte: PIM-PF IBGE; Elaboração: NECAT-UFSC.
Comparando-se o desempenho da indústria catarinense em relação às demais UFs pesquisadas (Gráfico 2), observa-se que o estado possui o sexto pior desempenho acumulado, ficando à frente apenas dos estados do Espírito Santo (-17%), Ceará (-9,8%), Rio Grande do Sul (-9%), Amazonas (-8,9%) e São Paulo (-8,2). Além disso, é preciso destacar, ainda, que o acumulado catarinense de -7,8 % continua abaixo da própria média nacional (-6,3%).
Gráfico 2: Produção Física Industrial, acumulado em 2020, por UFs

Fonte: PIM-PF IBGE; Elaboração: NECAT-UFSC.
Esse resultado decorre do desempenho dos diferentes setores que compõe a planta industrial catarinense. Como se pode observar no Gráfico 3, apenas dois dos 12 setores pesquisados apresentaram taxas positivas no acumulado: máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,7%) e máquinas e equipamentos (2,5%). Já os setores de produtos de borracha e material plástico e de celulose, papel e produtos de papel registraram estagnação em relação ao acumulado do mesmo período de 2019.
Os oito setores restantes continuaram apresentando retrações significativas. Os piores cenários são verificados nos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (-27,3%), metalurgia (-21,8%) e artigos de vestuário e acessórios (-21,5%). Nos dois primeiros casos, esse fraco desempenho poder estar associada à taxa de investimentos que se situa em patamares baixos atualmente. Já o baixo desempenho do terceiro caso, enquadrado no macro setor de bens de consumo não duráveis, pode estar associado ao dinamismo do mercado interno, o qual sofre os efeitos dos graves problemas atuais, especialmente do elevado nível de desemprego. A continuidade do desempenho desses setores novamente nesses patamares é preocupante, uma vez que poderão afetar bastante a dinâmica econômica do estado também em 2021.
Gráfico 3: Produção Física Industrial em Santa Catarina, acumulado em 2020, por setores

Fonte: PIM-PF IBGE; Elaboração: NECAT-UFSC.
O Quadro 3 apresenta a variação dos setores em outubro, em relação ao mesmo mês do ano anterior. De maneira geral, é possível visualizar um cenário positivo em relação aos níveis de outubro 2019. Dos doze setores pesquisados, 10 deles apresentaram taxas de variação positivas, sendo as mais expressivas registradas nos setores de máquinas e equipamentos (35,5%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (29,5%). As altas expressivas desses setores, que também tinham ocorrido nos meses anteriores, são responsáveis pela elevação das taxas acumuladas.
Quadro 3: Produção Física Industrial de Santa Catarina, variação dos meses de 2020 em relação ao mesmo mês do ano anterior (2019), por seções e atividades industriais
Fonte: PIM-PF IBGE; Elaboração: NECAT-UFSC.
Os setores de fabricação de produtos alimentícios (-4,5%) e de fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (-10,3%) foram os que apresentaram taxas negativas no desempenho mensal. Destaca-se, novamente, o desempenho da indústria de veículos automotores, uma vez que com a queda brusca de outubro, registra-se que o setor somou quedas expressivas ao longo de todos os meses de 2020, exceção apenas no mês de fevereiro, quando ocorreu uma expansão bem tímida.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O cenário da indústria nacional no ano de 2020 continua muito desfavorável, fato que não pode ser creditado apenas aos impactos da Covid-19, uma vez que esse baixo desempenho já está em curso desde a crise de 2014. Após sofrer fortes impactos nos meses de março e abril de 2020, em função das medidas adotadas para conter a expansão da doença no país, o processo de recuperação tem sido lento, sendo que nos dois últimos meses se observou um arrefecimento que pode estar indicando uma perda de dinamismo da atividade industrial. De alguma forma, os resultados negativos do acumulado do ano, sobretudo no setor de bens de capital (-15,4%) e no setor de bens de consumo duráveis (-24,6%), revelam a dimensão da crise econômica atual que perpasse, inclusive, a esfera específica do setor industrial.
No caso particular de Santa Catarina, notou-se que esse mesmo cenário nacional está em curso na atividade industrial catarinense, uma vez que seu desempenho nos dois últimos meses parece ter retornado ao patamar com baixas taxas de crescimento, sendo que algumas delas praticamente estagnadas. Isto porque, depois de superar os impactos das quedas bruscas verificadas nos meses de março e abril, desenha-se para os próximos meses o retorno para variações produtivas bastante modestas, especialmente em alguns setores essenciais do parque industrial estadual.
Neste caso, acendeu-se o sinal de alerta para os setores de veículos automotores, metalurgia e artigos de vestuário e acessórios, os quais continuam apresentando taxas acumuladas de retração muito expressivas. Em um sentido contrário, despontam com saldos positivos acumulados os setores de máquinas, aparelhos e materiais elétricos e máquinas e equipamentos, em função das variações positivas registradas, sobretudo no último mês.
Desta forma, nota-se que a sustentabilidade do crescimento dos setores com bom desempenho e a recuperação dos setores que hoje ainda apresentam baixas taxas de crescimento dependerá da capacidade dos agentes governamentais em estabelecerem políticas que garantam a efetividade da retomada econômica. Sem esse arcabouço de políticas, articuladas regional e nacionalmente, que tenha como objetivo a retomada dos níveis de produção, renda e emprego, de forma paralela à imunização da população, não haverá possibilidade de recuperação automática do conjunto da indústria catarinense.
[1] Estudante de Economia na UFSC e Bolsista do NECAT. E-mail: matheusrosa.contato@outlook.com
[2] Professor Titular do Departamento de Economia e Relações Internacionais e do Programa de Pós-Graduação em Administração, ambos da UFSC. Coordenador Geral do NECAT-UFSC e Pesquisador do OPPA/CPDA/UFRRJ. Email: l.mattei@ufsc.br
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Covid-19 e os preços dos alimentos em Santa Catarina
Por: Lilian de Pellegrini Elias[1]
O aumento do preço dos alimentos em Santa Catarina ganhou os noticiários nos últimos meses em função de alguns dos itens mais consumidos pela população terem atingido altas históricas de preço. Este é o caso do arroz, um dos itens mais consumidos no domicílio, que se destacou ao apresentar aumento de 84% no preço nominal no atacado entre fevereiro e novembro de 2020 como pode ser visto no Gráfico 1. A variação de fevereiro a novembro havia atingido 88%. Os preços no atacado são considerados aqui um bom sinalizador para o que ocorre nas gôndolas do supermercado, visto que variações de preços são usualmente repassadas ao consumidor.
Gráfico 1: Preços* Médios do Arroz beneficiado tipo 1 – parbolizado – 30 kg no atacado de Santa Catarina de janeiro de 2014 a novembro de 2020

Fonte: Cepa/Epagri (2020); *Preços nominais.

