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Cenário da evolução dos casos ativos em cidades de Santa Catarina entre os dias 01.02 e 22.02.2021
Por: Lauro Mattei [1]
Após quatro meses de um surto bastante acelerado de contaminação da população, Santa Catarina vive o pior momento da pandemia desde os primeiros registros oficiais no mês de março de 2020. E essa aceleração está sendo bem mais expressiva no mês de fevereiro de 2021. A seguir mostraremos que, embora municípios da região Oeste estejam em evidência, a pandemia está se espraiando fortemente em municípios de todas as regiões do estado.
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Os casos ativos estão crescendo fortemente na microrregião de Florianópolis
Foi publicada a edição de número 41 do Boletim da Covid-19 em Santa Catarina. O título da edição é “Os casos ativos estão crescendo fortemente na microrregião de Florianópolis” e foi assinada pelo professor Lauro Mattei, coordenador geral do NECAT/UFSC.
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A explosão da COVID-19 no oeste catarinense: a história se repete
Por: Lauro Mattei [1]
Em março de 2020, ao declarar a doença provocada pelo novo coronavírus como pandemia, a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertava os governos dos países para a necessidade de se adotar medidas preventivas visando evitar o colapso dos sistemas de saúde, considerados precários em várias partes do mundo. Tal recomendação se devia ao fato de que o vírus, denominado de SARS-CoV-2[2] e que provocava a Coronavírus Disease 2019 (COVID-19), era extremamente contagioso e apresentava uma velocidade de contaminação muito rápida.
Essa mensagem não foi compreendida adequadamente pelas autoridades governamentais brasileiras. Por um lado, o governo federal negou a existência da doença enquanto uma epidemia que acometia toda a humanidade, impedindo e combatendo, inclusive, as medidas recomendadas pela OMS e, por outro, a maioria dos governos estaduais se limitou a atuar muito mais nas consequências do que nas causas, ao não adotar medidas restritivas necessárias para se evitar a propagação da virose em níveis acelerados.
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Razões para Santa Catarina apresentar o maior saldo de empregos formais entre os estados do Brasil em 2020
Por: Vicente Loeblein Heinen[1]
O mercado de trabalho foi uma das áreas onde os impactos da crise da Covid-19 ficaram mais evidentes. Com isso, os resultados periódicos das principais bases de dados sobre o tema vieram para o centro do debate. A despeito da importância e do reconhecido rigor das pesquisas do IBGE, como a PNAD Contínua e a PNAD Covid-19 (versão especialmente elaborada para captar os impactos da pandemia), em Santa Catarina esse debate se deu basicamente em torno do Novo Caged, instrumento do Ministério da Economia que condensa as movimentações das carteiras de trabalho do país[2].
Tal ganho de visibilidade não se deve apenas à maior agilidade na divulgação dos dados mensais dessa base de dados, mas principalmente aos seus resultados. No acumulado de 2020, Santa Catarina apresentou o maior saldo de empregos formais dentre todas as unidades da federação, gerando 53 mil vínculos formais de trabalho[3]. Esse resultado foi amplamente repercutido pelo Governo do Estado e pelos principais veículos de comunicação catarinenses, que não perderam a oportunidade de tomá-lo como uma demonstração da “competitividade da economia catarinense”[4] e do “perfil empreendedor de quem está à frente dos negócios”[5].
Fugindo das explicações ufanistas, neste texto elencamos cinco razões pelas quais Santa Catarina liderou a geração de empregos formais em 2020:
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Casos ativos cresceram em 26% nas duas primeiras semanas de fevereiro
Foi publicada a edição de número 40 do Boletim da Covid-19 em Santa Catarina. O título da edição é “Casos ativos cresceram 26% nas duas primeiras semanas de fevereiro” e foi assinada pelo professor Lauro Mattei, coordenador geral do NECAT/UFSC.
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Santa Catarina detém a 4ª menor porcentagem da população vacinada no país
Por: Lauro Mattei [1]
Após muitas incertezas sobre o controle da pandemia provocada pelo novo coronavírus, o ano de 2021 trouxe uma luz com o início da vacinação da população brasileira, apesar de todas as ações desastrosas do governo federal, especialmente na esfera da saúde pública. Em grande parte, essa “luz no final do túnel” se deve ao trabalho fundamental de dois órgãos públicos que historicamente têm contribuído na busca de solução para todas as pandemias que afetaram o país: Instituto Butantan e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
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Chapecó apresentou o dobro da taxa estadual de crescimento da COVID-19
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀Foi publicada a edição de número 39 do Boletim da Covid-19 em Santa Catarina. O título da edição é: “Chapecó apresentou o dobro da taxa estadual de crescimento da COVID-19” e foi assinada pelo professor Lauro Mattei, coordenador geral do Necat/UFSC.Para fazer a leitura completa, basta clicar aqui ou acessar a aba Boletins. -
Carta aberta ao senhor Claudemir Serafim, padre da igreja católica em Pedras Grandes, SC
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀Por: Lauro Mattei1Essa carta aberta é uma resposta indignada aos estapafúrdios comentários proferidos pelo padre acima mencionado sobre a vacina contra o novo coronavírus, chegando-se ao absurdo de se afirmar que as vacinas contra a COVID-19 estão sendo produzidas a partir de “fetos humanos”. Tais afirmações foram proferidas no dia 24.01.2021, durante uma celebração religiosa. Sem dúvida, estamos diante de um negacionismo primata, o qual deve merecer nossa mais profunda contestação. É exatamente isso que pretendo fazer na presente carta.
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Emprego formal: Santa Catarina tem perda em dezembro, mas encerra 2020 com saldo de 53 mil vagas
Por: Maria Eduarda Munaro e Victor Hugo Azevedo Nass[1]
Dando sequência aos acompanhamentos mensais publicados no blog do NECAT, o objetivo deste texto é analisar o comportamento do mercado formal de trabalho do Brasil e de Santa Catarina em dezembro de 2020, a partir dos resultados do Novo CAGED. Para isso, serão analisados os saldos mensais e acumulados do emprego formal por grupamento de atividade econômica, gênero, faixa etária, grupamento ocupacional e mesorregião geográfica.
De acordo com a Tabela 1, no mês de dezembro o Brasil apresentou saldo negativo de 67.906 vínculos formais de trabalho, enquanto Santa Catarina perdeu 11.677 vínculos. Com isso, o Brasil gerou 142.693 vínculos ao longo de 2020, o que representa uma variação de apenas 0,4% no estoque de empregos formais.
Tabela 1 – Evolução mensal de estoque, admissões, desligamentos e saldo (Brasil e Santa Catarina, janeiro a dezembro de 2020)
Fonte: Novo CAGED (2021); Elaboração: NECAT/UFSC.
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Em janeiro mais de 80 mil catarinenses foram contaminados pela COVID-19
Foi publicada a edição de número 38 do Boletim da Covid-19 em Santa Catarina. O título da edição é: “Em janeiro mais de 80 mil catarinenses foram contaminados pela COVID-19” e foi assinada pelo professor Lauro Mattei, coordenador geral do Necat/UFSC.
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Média semanal móvel de óbitos em SC continua elevada no mês de janeiro
Foi publicada a edição de número 37 do Boletim da Covid-19 em Santa Catarina. O título da edição é: “Boletim da COVID-19 em Santa Catarina: Média semanal móvel de óbitos em SC continua elevada no mês de janeiro” e foi assinada pelo professor Lauro Mattei, coordenador geral do Necat/UFSC.
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Recuperação de vagas no comércio dá fôlego para a continuidade da retomada do emprego formal em novembro
Por: Maria Eduarda Munaro[1]
Dando sequência aos acompanhamentos mensais publicados no Blog do Necat, o objetivo deste texto é analisar o comportamento do mercado formal de trabalho do Brasil e de Santa Catarina em novembro de 2020, a partir dos resultados do Novo CAGED. Para tanto, serão analisados os saldos mensais e acumulados no ano do emprego formal por setor de atividade econômica, gênero, faixa etária e grupamento ocupacional dos trabalhadores.
De acordo com a Tabela 1, no mês de novembro o Brasil apresentou saldo de 414.556 vínculos formais de trabalho, enquanto em Santa Catarina foram geradas 33.004 novas vagas. Com isso, o Brasil acumulou saldo de 227.025 vínculos entre janeiro e novembro de 2020, o que representa uma variação de 0,6% no estoque de empregos formais. Em geral, o mercado formal de trabalho catarinense permanece seguindo as tendências nacionais, mas com ritmo de recuperação mais intenso. No acumulado do ano, Santa Catarina registrou uma variação de 3,2% no estoque de vínculos formais de trabalho, com saldo de 67.134 vagas.
Tabela 1 – Evolução mensal de estoque, admissões, desligamentos e saldo (Brasil e Santa Catarina, janeiro a novembro de 2020)
Fonte: Novo CAGED (2021); Elaboração: NECAT/UFSC.
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Setor de serviços apresentou resultado positivo no mês de novembro em Santa Catarina, mas acumulado do ano continua negativo
Por: Lauro Mattei [1] e Lilian de Pellegrini Elias[2]
Breves comentários sobre o setor de serviços no Brasil
Os dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE do mês de novembro para o conjunto do país mostraram a continuidade da recuperação do setor, uma vez que este foi o sexto mês seguido com resultados positivos, fazendo com que a taxa acumulada desse período atingisse o patamar de 19,2%. Mesmo assim, tais resultados ainda não compensaram por completo as perdas ocasionadas entre os meses de fevereiro e maio, período em que a pandemia do novo coronavírus mais impactou o setor.
Esse movimento pode ser observado por meio do Gráfico 1, que apresenta a variação do volume de serviços desde janeiro de 2018. Com isso, é possível notar que a queda das taxas de volume de serviços se acelerou a partir do mês março de 2020 com o começo da incidência da COVID-19, atingindo seu ponto máximo ao final do mês de maio, quando caiu para 83 pontos. Após atingir esse patamar, o setor iniciou um processo de recuperação nos seis meses seguintes, ainda que de maneira lenta. Em função disso, o desempenho setorial agregado no país ainda se encontrava abaixo do valor verificado no início do ano de 2020, bem como abaixo do nível do início da série em janeiro de 2018.
Gráfico 1: Volume de serviços (índice base fixa com ajuste sazonal, 2018=100)

Fonte: PMS (2020); Elaboração: Necat/UFSC
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Indústria Catarinense apresenta expansão em novembro, mas setores ainda apresentam acumulado negativo
Por: Matheus Rosa [1] e Lauro Mattei [2]
Breves notas sobre o cenário da indústria nacional ao final de 2020
No início de janeiro de 2021 o IBGE divulgou a Pesquisa Mensal da Indústria (PIM) relativa ao mês de novembro, revelando a situação da indústria brasileira ao final do ano de 2020. De um modo geral, observa-se que o setor industrial superou as grandes quedas provocadas pelo novo coronavírus nos meses de março e abril, além de que muitos dos setores de atividades já retomaram seus níveis de produção aos patamares anteriores ao início da pandemia. Isto porque os dados do último mês de novembro revelaram que, dos 26 ramos pesquisados, 17 deles já apresentaram resultados positivos, inclusive mantendo um ritmo de crescimento positivo ao redor de 1% ao mês. Obviamente que não se trata de um grande percentual, mas contextualizando-o no cenário adverso enfrentado em 2020 podemos ter noção da importância desse resultado.
O Quadro 1 apresenta a evolução percentual da atividade industrial ao longo do ano de 2020. Os dados de novembro mostram uma tendência de recuperação dos níveis de produção, ainda que num ritmo moderado, uma vez que a expansão da produção física nesse mês foi de 1,2% em relação ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. Essa expansão no mês a mês é a sétima alta seguida após as bruscas quedas verificadas nos meses de março e abril.
Quadro 1: Atividade Industrial no Brasil, 2020
Fonte: PIM-PF/IBGE; Elaboração: Necat/UFSC
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Mercado de trabalho catarinense bate recorde de informalidade no 3º trimestre de 2020
Por: Vicente Loeblein Heinen[1]
Apesar dos saldos positivos registrados recentemente pelo Novo Caged e pela PNAD Covid-19, a PNAD Contínua indica que o mercado de trabalho catarinense permaneceu em queda ao longo do 3º trimestre de 2020[2]. O objetivo deste texto é verificar quais grupos de trabalhadores contribuíram para esse resultado, analisando o comportamento da população ocupada em Santa Catarina segundo os indicadores de setor de atividade econômica; posição na ocupação e categoria do emprego; sexo; e cor/raça.
Setor de atividade econômica
Considerando os três primeiros trimestres de 2020, o setor industrial foi o que mais contribuiu para a queda do emprego em Santa Catarina. Conforme a Tabela 1, a Indústria de transformação foi responsável pelo fechamento de 76 mil postos de trabalho entre janeiro e setembro de 2020, o que equivale a 28% de todas as ocupações perdidas no período. Esse desempenho foi puxado pela queda abrupta nas contratações dos segmentos têxtil-vestuário, alimentício e de papel e celulose, bem como nas indústrias de bens de capital e de material de transporte.
Tabela 1 – População ocupada por grupamento de atividade econômica em Santa Catarina (mil pessoas).

Fonte: PNADC/T (2020); Elaboração: Necat/UFSC.
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