Núcleo de Estudos de Economia Catarinense
  • Preparar um herdeiro pode garantir o sucesso das propriedades

    Publicado em 16/09/2015 às 12:52

    Assista a reportagem completa que foi ao ar no Globo Rural clicando aqui.

    Você já sabe quem vai cuidar da sua propriedade no futuro? A sucessão é um assunto que tem frequentado muita roda de discussão nas famílias. Sem sucessor, o campo produz menos e não importa o tamanho das terras.

    Santa Catarina é um dos estados brasileiros onde a produção da pequena propriedade é bastante forte e passar as terras de pai para filho, de uma geração para outra, como se diz, sempre foi algo muito presente entre as famílias dali. Só que isso, ao longo do tempo, vem sofrendo modificações e a continuidade do que se tem hoje já não é tão automática assim.

    No comando do trator encontramos a Cristiani Schneider Christlid, herdeira de uma propriedade de 70 hectares no município de Guaraciaba. Filha única, ela aprendeu a pilotar um trator por necessidade. “Meu pai só tinha eu para contar para fazer o serviço. Foi meio que por obrigação mesmo”, diz. O marido de Cristiani, Moacir Christlid, que nunca tinha morado no campo, topou encarar a rotina das atividades rurais.

    A história do casal representa o mais novo comportamento no meio rural, de acordo com uma pesquisa da Epagri, a Empresa de Extensão Rural de Santa Catarina. Antes de se aposentar da instituição, o agrônomo Milton Luiz Silvestro mapeou quase 600 sítios do oeste do estado, para entender a sucessão no campo. Lá no passado, ela tinha um padrão definido, que normalmente era o filho mais novo que ficava com a propriedade. “O filho mais velho era o que casava primeiro e ia se estabelecendo na agricultura. O filho imediatamente seguinte casava também e normalmente acabava ficando o filho mais novo com a responsabilidade de cuidar dos pais. Inclusive, os pais diziam que o filho mais novo era a bengala de sustentação dos pais”, descreve Milton.

    Depois,  muitos jovens começaram a dar importância para o estudo e se sentiram atraídos pela cidade e a mulher passou a ser considerada uma opção para assumir a propriedade. Justamente o que aconteceu com a Cristiani.

    Nicolau Schneider, pai da Cristiani, aprova a família ajudando nos negócios. “Todos dão opinião e a gente falando, conversando junto, fica melhor”, acredita.

    A conversa parece mesmo o ingrediente indispensável na receita da sucessão familiar e, quanto mais cedo essa prosa começar, melhor. Pelo menos é o que acredita o professor Jair Dilli, coordenador da Casa Familiar Rural de Guaraciaba. A escola, que forma filhos de agricultores, introduziu a sucessão familiar entre os temas discutidos em sala de aula. “Esse assunto é tão importante quanto qualquer outro assunto técnico que nós abordamos durante a formação desses jovens. Que esse jovem esteja preparado e não ser um sucessor feito de última hora”, analisa.

    Valmor Schwav foi feito um sucessor de última hora. Assumiu a propriedade depois que o pai morreu vítima da gripe suína, aos 48 anos de idade. Na época, Valmor tentava fazer carreira no exército e teve que abandonar a farda para encarar o trabalho com as vacas leiteiras. Há três anos, ele ganhou uma companheira ponta firme no amor e no trabalho. Amábile Sevald também é filha de criadores de gado de leite e, em nome do casamento, abriu mão de tocar a propriedade dos pais.

    Essa  matemática de quem fica e quem sai da zona rural é uma dinâmica que, cada vez mais, tem deixado as famílias com o cobertor curto. É que está faltando sucessor no campo. Só no oeste de Santa Catarina, 75 mil jovens rurais foram para a cidade nos últimos 25 anos e isso já ameaça a continuidade de pelo menos 30 mil pequenas propriedades da região. A situação se espalha por todos os estados do sul do Brasil e tem preocupado a FAO, o braço da Onu para a agricultura e alimentação. “Sem esses agricultores familiares, dificilmente nós conseguiremos erradicar a fome. E isso é uma preocupação maior aqui na região sul do Brasil, na medida em que hoje nós temos aproximadamente 900 mil propriedades da agricultura familiar e o número de jovens de 15 a 24 anos não chega a esse número. Isso coloca em risco, lá pelos anos 2030, 2050, a produção de alimentos nessa região e, consequentemente, o consumo por parte da sua população urbana”, detalha o oficial da FAO para os Estados do Sul do Brasil, Carlos Biasi.


  • Produção industrial cai 1,5% em julho, é a maior baixa desde dezembro de 2014

    Publicado em 03/09/2015 às 16:20

    A produção industrial caiu 1,5% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, divulgou na manhã de quarta-feira (02/09) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A baixa é a maior desde dezembro de 2014, quando a queda foi de 1,8% em relação ao mês anterior, informou o instituto.

    Se comparada a julho de 2014, a produção caiu 8,9%, a baixa mais acentuada para o sétimo mês do ano desde 2009, nessa base de comparação. Em 2015, a produção da indústria acumula queda de 6,6% até julho. Já em 12 meses, o recuo é de 5,3%.

    A principal influência negativa no resultado foi causada pela produção de alimentos, que caiu 6,2% depois da expansão de 4,3% observada no mês anterior. Outras contribuições à queda geral estão relacionadas às atividades de bebidas (-6,2%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,7%) e de indústrias extrativas (-1,5%).

    Fonte: diariocatarinense.clicrbs.com.br


  • O Institulo Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou estimativas populacionais dos municípios e Estados brasileiros

    Publicado em 01/09/2015 às 15:08

    O IBGE divulgou nesta sexta-feira as estimativas das populações residentes nos 5.570 municípios brasileiros. O cálculo também incluiu as 27 unidades da federação. A população de Santa Catarina, por exemplo, cresceu 1,3%, um aumento de 92042 pessoas em um ano. Em relação às 295 cidades catarinenses, as três que mais aumentaram seus moradores foram Araquari (4,6%), Itapema (3,8%) e São João Batista (3,8%), que juntas tiveram 4683 habitantes a mais de 2014 para 2015.

    Também ganha destaque na lista o município catarinense de Santiago do Sul, o 11º menor do Brasil, com 1365 habitantes. Mas o título de menor cidade do país ficou com Serra da Saudade, em Minas Gerais, com seus 818 moradores.

    O município catarinense mais populoso continua sendo Joinville, com 562 mil habitantes. Ele aparece na lista dos 20 municípios mais populosos do país que não são capitais. No Estado, é seguido por Florianópolis, Blumenau, São José e Criciúma, em uma lista que não sofreu alteração na ponta de cima.

    No país como um todo, estima-se que o Brasil tenha 204,5 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento de 0,87% de 2014 para 2015. O município de São Paulo continua sendo o mais populoso, com 12,0 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro (6,5 milhões), Salvador (2,9 milhões) e Brasília (2,9 milhões). Dezessete municípios brasileiros possuem mais de um milhão de habitantes, somando 44,9 milhões de habitantes ou 22,0% da população total do Brasil. Nenhum deles, em Santa Catarina.

    Com mais de um milhão de habitantes, aqui no Estado, aparecem as regiões metropolitanas da Grande Florianópolis, com 1,1 milhão de moradores na Capital e seus municípios vizinhos, e a Norte/Nordeste de Santa Catarina (Joinville e municípios), com 1,344 milhão. A Grande São Paulo segue sendo a maior região metropolitana do país, com 21 milhões de habitantes.

    Concentração urbana

    A distribuição da população brasileira em seus 5.570 municípios mostra uma alta concentração em grandes centros urbanos. Os 41 municípios com mais de 500 mil habitantes concentram 29,9% da população do Brasil (61,2 milhões de habitantes) e mais da metade da população brasileira (56,0% ou 114,6 milhões de habitantes) vive em apenas 5,5% dos municípios (304 municípios), que são aqueles com mais de 100 mil habitantes. Por outro lado, apenas 6,3% da população (1,4 milhão) residem em 2.451 municípios brasileiros (44,0% dos municípios) com até 10.000 habitantes.

    Estados

    Santa Catarina está com 6.819.190 habitantes na estimativa populacional de 2015. No ranking dos estados, os três mais populosos localizam-se na região Sudeste, enquanto os três menos populosos localizam-se na região Norte.

    O estado de São Paulo, com 44,4 milhões de habitantes, concentra 21,7% da população total do país. O estado de Roraima é o menos populoso, com 505,7 mil habitantes (0,2% da população total), seguido do Amapá, com 766,7 mil habitantes (0,4% da população total) e do Acre, com 803,5 mil habitantes (0,4% da população total).

    As estimativas populacionais são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos intercensitários e são, também, um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União na distribuição do Fundo de Participação de Estados e Municípios. Esta divulgação anual obedece ao artigo 102 da lei nº 8.443/1992 e à Lei complementar nº 143/2013.

    Acesse este link para ver no mapa o quanto variou a população de sua cidade.

    Fonte: ww.diariocatarinense.clicrbs.com.br


  • 7º edição da revista NECAT

    Publicado em 28/08/2015 às 14:33

    Já está disponível para download a sétima edição da revista eletrônica do NECAT. Clique aqui.


  • Instituições financeiras acreditam em queda da economia também em 2016

    Publicado em 18/08/2015 às 11:15

    Economistas do mercado financeiro acreditam em queda da economia não somente neste ano, mas também em 2016. A informação consta do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC), com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores da economia.

    Na semana passada, a expectativa era estabilidade (0%) para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, em 2016. Agora, a projeção é de queda de 0,15% no PIB no próximo ano.

    Para 2015, a projeção piorou: no quinto ajuste seguido, a estimativa de queda passou de 1,97% para 2,01%.

    Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve apresentar retração de 5% neste ano, contra os 5,21% previstos na semana passada. Em 2016, a expectativa é de recuperação do setor, com crescimento de 1%, ante a previsão anterior de 1,15%.

    O encolhimento da economia vem acompanhado de inflação acima da meta (4,5%, com limite superior de 6,5%). No entanto, pela primeira vez depois de 17 semanas seguidas, a projeção parou de subir. A estimativa das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), neste ano, foi mantida em 9,32%. Para 2016, a projeção passou de 5,43% para 5,44%.

    Para tentar trazer a inflação para a meta, o Banco Central elevou a taxa básica de juros, a Selic, por sete vezes seguidas. Mas a promessa do BC é entregar a inflação na meta somente em 2016.

    www.noticiasfinanceiras.com.br

    O Banco Central indicou que não deve elevar a Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em setembro. Segundo a instituição, os efeitos de elevação da Selic levam tempo para aparecer.

    Para as entidades financeiras, a Selic deve permanecer em 14,25% ao ano até o fim de 2015 e ser reduzida em 2016. A projeção mediana (desconsidera os extremos da estimativa) para o fim do próximo ano passou de 12% para 11,88% ao ano.

    A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

    A pesquisa do Banco Central também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que passou de 7,66% para 7,67% neste ano. Em relação ao Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa subiu de 7,69% para 7,74% em 2015. A estimativa do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) passou de 9,17% para 9,23% neste ano.

    A projeção para a cotação do dólar, ao final de 2015, subiu pela quarta vez seguida, ao passar de R$ 3,40 para R$ 3,48. Para o fim de 2016, a terceira alta seguida, a projeção passou de R$ 3,50 para R$ 3,60.

    Fonte: Diário Catarinense


  • IBGE prevê safra nacional deste ano 6,7% maior

    Publicado em 14/07/2015 às 16:41

    As previsões de junho do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) indicam que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deste ano deverá totalizar 205,8 milhões de toneladas, com crescimento de 6,7% em relação às 192,9 milhões de toneladas da safra do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, dia 9 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e significam um aumento de 1,4 milhão de toneladas (0,7%) sobre as estimativas do levantamento de maio.

    Pelas previsões do IBGE, a área a ser colhida atingirá 57,5 milhões de hectares, com crescimento de 1,9% na comparação com a de 2014 (56,4 milhões de hectares), mas com queda de  45.827 hectares em relação à do mês anterior (-0,1%). Arroz, milho e soja são os três principais produtos do grupo, que, somados, representaram 91,9% da estimativa da produção e responderam por 86,1% da área a ser colhida. Comparado ao ano anterior, houve acréscimo de 5,5% na área da soja a ser plantada, com aumento da produção de 11,6%. O acréscimo na área do milho chegou a 0,8%, com aumento da produção de 2%. A área da safra plantada com  milho caiu 3,5%, mas a produção aumentou 1,9%.

    A Região Centro-Oeste responderá por 41,6% do total da produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2015, com 85,7 milhões de toneladas. Na sequência, vêm as regiões Sul (37,6%  e 77,4 milhões de toneladas), Sudeste (9,1% e 18,7 milhões de toneladas) e, Nordeste (8,8% e 18,1 milhões de toneladas). A produção da região Norte será de 6 milhões de toneladas.

    De acordo com o IBGE, com a colheita já encerrada, a produção da soja será recorde este ano, totalizando 96,4 milhões de toneladas, com crescimento de 0,2% em relação ao total previsto para o mês anterior. Com produção estimada de 27,6 milhões de toneladas, 0,1% maior que no mês anterior, Mato Grosso consolidou-se como o maior produtor nacional da cultura.

    As estimativas da safra agrícola para junho indicam que, na comparação com a de 2014, 13 dos principais 26 produtos apresentaram variação positiva, com destaque para amendoim em casca 2ª safra (5,4%), arroz em casca (1,9%), aveia em grão (47,9%),  cevada em grão (24,1%), soja em grão (11,6%) e trigo em grão (18,3%).

    Fonte: www.economiasc.com.br


  • Agroindústria é o setor que mais vai investir em SC até 2017

    Publicado em 26/06/2015 às 10:42

    Segundo um estudo da FIESC – Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, está previsto a injeção de 1,7 bilhão no setor da agroindústria em um período de três anos (2015 à 2017), um terço do total previsto nos investimentos do setor industrial catarinense. Apesar da economia nacional estar patinando e o consumo interno ter caído, as indústrias estão pensando a longo prazo e apostando na exportação. Para mais informações clique aqui.


  • Segundo IBGE, mulheres receberam 79,5% do salário dos homens em 2013

    Publicado em 18/06/2015 às 18:23

    As mulheres receberam, em média, o equivalente a 79,5% dos salários dos homens em 2013, na comparação com 2012, segundo o Cadastro Central de Empresas (Cempre). O estudo foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira (16).

    Os homens receberam R$ 2.334,46, enquanto as mulheres R$ 1.855,37, o que representa uma diferença de 25,8%, apontou a análise das empresas e outras organizações do Cempre.

    Os salários médios mensais apresentaram aumento real de 3,7%, sendo que as mulheres tiveram aumento real de 3,5%, enquanto os homens, 3,9%.

    Pessoal ocupado assalariado
    Em 2013, analisando o pessoal ocupado assalariado, o estudo mostrou que 57% eram homens e 43% eram mulheres. Houve aumento de 3,6% em funcionários que recebem salário, em relação ao ano anterior. O aumento do número de mulheres foi maior do que o dos homens: 4,2% contra 3,1%.

    “Constatou-se, então, que a proporção de homens decresceu 0,3 ponto percentual, enquanto houve aumento na participação das mulheres no pessoal ocupado assalariado [de 2012 para 2013]”, analisou o IBGE.

    Enquanto os homens contribuíram com 49,4% do total de assalariados, ou 814,5 mil pessoas, as mulheres concorreram com 50,6%, 833,2 mil pessoas.

    A participação feminina era maior, em 2013, na administração pública e nas entidades sem fins lucrativos. No entanto, nas entidades empresariais, a maior participação observada era formada por homens.

    Escolaridade
    Já em relação à escolaridade verificou-se que 81,5% não possuía nível superior, contra 18,5% que possuía essa formação. A análise apontou que o pessoal ocupado assalariado com nível superior recebeu, em média, R$ 4.726,21. Já os funcionários sem nível superior, R$ 1.525,36. Os valores representam, de acordo com o IBGE, uma diferença de 209,8%.

    O estudo mostrou ainda que os salários médios do pessoal ocupado sem nível superior tiveram aumento de 3,3% no ano. Já os salários do pessoal com nível superior cresceram 1,6%.

    Vagas geradas
    A divulgação mostrou ainda que, do total 9,5 milhões de novos vínculos empregatícios gerados entre 2008 e 2013, 46,8% ocorreram em três setores: comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas, 22,3%; em atividades administrativas e serviços complementares, 12,5%; e 12% em construção.

    Ao analisar o crescimento do salário médio mensal, o IBGE informou que, das 20 seções avaliadas, 11 apresentaram aumentos reais acima da média do período, com destaque para indústrias extrativas, com 56,1%; saúde humana e serviços sociais, 31,8%; e construção, 26,4%.

    Mercado de trabalho
    As empresas e outras organizações com mais de 250 pessoas foram as que se destacaram nas variáveis analisadas na pesquisa. Elas detinham 47% do total do pessoal ocupado em 2013, 54,1% do pessoal ocupado assalariado e 69% de salários e outras remunerações.

    “A análise das empresas e outras organizações do Cempre, segundo natureza jurídica, evidencia a importância das entidades empresariais em todas as variáveis analisadas”, ressaltou o IBGE.

    Elas representavam, no ano de 2013, 89,9% desse conjunto, 76,1% do pessoal ocupado total, 73,2% do pessoal ocupado assalariado e 64,3% dos salários e remunerações.

    Os salários mensais mais elevados foram pagos pelas empresas e outras organizações com 250 funcionários ou mais, de R$ 2.750,11. Os menores valores foram identificados nas empresas com até 9 empregados, de R$ 1.120,25. “Em termos salariais, os valores apresentaram relação direta com o porte”.

    Administração pública
    De 2008 a 2013, o pessoal ocupado assalariado recuou de 22,6% para 20,2% na administração pública. A participação da administração pública no número de empresas se manteve em 0,4% no período.

    No entanto, em cinco anos, a participação das entidades empresariais aumentou 0,8 ponto percentual no total de empresas e organizações ativas, atingindo 89,9% em 2013. Apesar de predominarem, são elas quem pagam os menores salários médios mensais, R$ 1.889,29.

    Os órgãos públicos detêm os melhores pagamentos, com R$ 2.987,09, em média, seguidos das entidades sem fins lucrativos, R$ 2.016,42.

    Por regiões
    A região Sudeste destacou-se, concentrando 3 milhões (51,3%) das unidades locais do país, com 28,1 milhões de pessoas ocupadas, 50,8%, 24,2 milhões das pessoas assalariadas, 50,5%, e R$ 727,5 bilhões, 54,9% dos salários e outras remunerações. A região Norte foi a que apresentou as menores participações.

    Em 2013, o salário médio mensal foi de 3,1 salários mínimos. As Unidades da Federação com os maiores salário médios foram o Distrito Federal, com 5,5 salários mínimos, Rio de Janeiro, 3,7 salários, São Paulo e Amapá, 3,6 salários.

    5,4 milhões de empresas
    O Cadastro Central de Empresas continha 5,4 milhões de empresas e outras organizações formais ativas em 2013, segundo o IBGE. Estas ocupavam, em 31 de dezembro, 55,2 milhões de pessoas, sendo 47,9 milhões assalariado e 7,3 milhões na condição de sócio ou proprietário. Os salários e outras remunerações pagos somavam R$ 1,3 trilhão.

    Fonte: g1.globo.com


  • Produtores catarinenses investem em tecnologia para aumentar a produtividade

    Publicado em 18/06/2015 às 17:11

    A adesão dos produtores à alta tecnologia disponível para a agroindústria cresceu muito nos últimos cinco anos, em uma cooperativa agrícola no Meio-Oeste um aumento de 10% a 15% foi registrado neste ano em relação a 2014.

    Segundo o presidente da CIDASC, nas condições climáticas atuais, sem secas e alto nível de chuvas, as safras em 2015 estão melhores do que no ano passado. Que apesar da baixa nos preços das commodities e da limitação física do Estado para comportar mais produção, a agroindústria de SC vai registrar incremento nas vendas em 2015 graças à alta produtividade, característica, aliás, que destaca o Estado no cenário brasileiro.

    Para entender como funciona o investimento em tecnologia na agroindústria clique aqui.


  • Estudo aponta diminuição de recursos destinados aos municípios

    Publicado em 27/05/2015 às 17:12

    Segundo a FECAM – Federação Catarinense dos Municípios, estudos apontam uma queda no volume de recursos provenientes dos governo federal e estadual aos municípios do país. O repasse aos municípios varia de acordo com a quantidade de habitantes, então quanto menor os municípios mais prejudicados saírão.

    O estudo também indica que o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e prestação de Serviços) repassado parcialmente aos municípios também apontou uma queda,  diminui o consumo, diminui a produção e automaticamente a redução destes tributos.

    Para informações detalhadas clique AQUI.


  • Alta do dólar está trazendo rentabilidade ao agronegócio catarinense

    Publicado em 06/04/2015 às 18:24

    A alta do dólar está trazendo uma maior rentabilidade em reais para as indústrias exportadoras, principalmente para a indústria do agronegócio. No momento esta alta do dólar está favorecendo as empresas que estão vivendo um bom momento com o faturamento destas exportações e uma boa safra, porém, a um médio e longo prazo isto pode não ser tão benéfico. Saiba mais aqui.


  • Economia de Santa Catarina é afetada por greve dos caminhoneiros

    Publicado em 25/02/2015 às 16:31

    Desde a última quarta-feira a greve dos caminhoneiros tem afetado principalmente o oeste catarinense e causa prejuízo a indústrias e famílias rurais. Para mais informações clique aqui.


  • Setor de serviços cresce 20% em Santa Catarina

    Publicado em 27/11/2014 às 17:52

    Uma pesquisa realizada pelo IBGE mostra que o total de riqueza gerado pelo setor de serviços em Santa Catarina aumentou 20%. Saiba mais aqui.


  • Convite para Lançamento de Livro

    Publicado em 02/09/2014 às 15:35

    Hoje, a partir das 18h:00, acontece na livraria Livros&Livros no centro de eventos da UFSC, o lançamento do livro intitulado “Desenvolvimento Desigual: Incentivos fiscais e acumulação em Santa Catarina” de Juliano Giassi Goularti.

    Convite lançamento de livro


  • O pensamento de Caio Prado Júnior sobre o desenvolvimento brasileiro

    Publicado em 07/12/2012 às 13:45

    Lançamento dia 11 de dezembro, 18h30min, mini-auditório da Economia/CSE

    O professor Lauro Mattei, do curso de Economia da UFSC, é o organizador do livro “Caio Prado Júnior  – Dilemas do Desenvolvimento Brasileiro”, que será lançado nesse dia 11 de dezembro, às 18h30min, no mini-auditório da Economia, na UFSC, Prédio do CSE, segundo andar, sala 216. O trabalho é fruto da reflexão realizada durante o projeto “Cátedra IPEA/CAPES de Desenvolvimento”, do qual Lauro participa desde 2011.

    Durante as aulas, Lauro decidiu aprofundar a discussão sobre o pensamento de Caio Prado Junior, esse importante intelectual marxista que pautou sua obra por analisar os dilemas do desenvolvimento nacional, aprofundando o estudo sobre o papel da questão agrária no processo. A partir daí os alunos se dispuseram também a escrever as suas impressões sobre os debates em sala que giraram em torno das características do passado colonial brasileiro, da exploração do meio ambiente, a propriedade privada, a industrialização e a revolução.

    Nesse sentido, o trabalho ora apresentado apresenta também o frescor do pensamento formulado por uma nova geração dentro da Economia, História, Direito e Sociologia. Assim, além do texto de Lauro Mattei sobre o Brasil e seu tempo histórico, Maicon Cláudio da Silva escreve sobre a crítica de Caio Prado à visão ortodoxa de desenvolvimento, Thaís Ortega Scaramuzzi aponta a contemporaneidade de Caio Prado no debate sobre o desenvolimento, Amanda Maciel da Silva fala sobre a desigualdade na distribuição de terras no Brasil, Fabiano Garcia sobre a posição de Caio Prado diante da questão agrária e finalmente Lilian de Pellegrini Elias aprofunda a interpretação de Caio Prado sobre o tema agrário.

    O livro é uma importante contribuição nesse momento da vida nacional em que o neo-desenvolvimentismo faz seu caminho incensado pela esquerda, inclusive. E aí, então, que o pensamento crítico aparece como um contraponto para que o debate se faça mais rico.

    Informações: Iela / tel: 37216483