Santa Catarina conquista o quarto lugar na produção de leite do Brasil

22/09/2017 14:40

Conforme notícia divulgada pelo Diário Catarinense, baseada em dados recentes do IBGE: “Santa Catarina desbancou Goiás e já é o quarto maior produtor de leite do país. O motivo da ascensão de Santa Catarina é que o estado foi o único dos cinco primeiros que cresceu de produção. Enquanto Goiás caiu 5,5% no ano passado, em virtude de uma seca no Centro-Oeste, em Santa Catarina houve crescimento de 3,8%. No Brasil houve queda de 3,7%.”

“[O secretário adjunto da Agricultura do Estado] destacou que a atividade é a nova ‘estrela’ do agronegócio, que envolve 70 mil famílias e gera milhares de empregos no campo, serviços, transporte e indústria. Com apenas 1,2% do território, Santa Catarina representa 10,5% da produção nacional. Os motivos são clima favorável para implantação de pastagens e abundância de água. O solo propício e a mão-de-obra familiar contribuem para o sucesso da atividade.

Maiores produtores de leite do Brasil em 2016 (IBGE)

1º Minas Gerais- 6,1 bilhões de litros

2º Rio Grande doSul – 3,24 bilhões de litros

3º Paraná – 2,74 bilhões de litros

4º Santa Catarina – 2,43 bilhões de litros

5º Goiás – 2,31 bilhões de litros

Confira aqui  a matéria na íntegra

Dados da evolução dos postos formais de trabalho atualizados

04/08/2017 17:39

O Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (NECAT) concluiu a atualização da série de dados lançadas pelo Ministério do Trabalho (MTE)até 2014, que dizemImagem relacionada respeito à Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

As novas tabelas elaboradas contam tanto com os agregados de Santa Catarina, quanto com os dados relativos às alterações dos postos formais de trabalho de cada uma das mesorregiões do Estado e podem ser conferidas aqui.

I Seminário DESIS: Vocações Regionais e Desenvolvimento Socioeconômico

22/03/2017 14:35

Núcleo de Estudos para Desenvolvimento Econômico Sustentável e Inclusão Social (DESIS), em parceria com o Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (NECAT), ambos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), convidam a comunidade acadêmica para o “I Seminário Desis: Vocações Regionais e Desenvolvimento Socioeconômico”.

O evento será realizado no dia 6 de abril, das 9h às 17h, no auditório da Reitoria Central da UFSC, Trindade – Florianópolis. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no local.

Promoção:

Convite

Programação:

programação

12º Seminário NECAT: Crise e Perspectivas da Economia Brasileira

20/10/2016 11:19

A atual crise pela qual passa a economia nacional repercute diretamente na economia catarinense e, tendo em vista essa preocupação, o Núcleo de Estudos de Economia Catarinense (NECAT) promoveu o seu 12º Seminário na última quarta-feira (26/10/2016). O objetivo do evento foi debater a atual crise do país e as perspectivas da economia brasileira frente a ela.

Realizado no auditório do Centro Socioeconômico da UFSC, onde a comunidade acadêmica compareceu em peso para prestigiar a conferência ministrada por Nelson Marconi, professor titular da FGV/SP e presidente da Associação Keynesiana Brasileira.

O evento também foi uma comemoração dos 80 anos da Teoria Geral de Keynes, contando com a participação do coordenador do Grupo de Estudos Keynesianos (GEK) da UFSC e coordenador do NECAT, professor Lauro Mattei.

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Auditório do CSE durante a palestra do professor Nelson Marconi

Pesquisa da FGV indica recuo da inflação

17/08/2016 11:48

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) atingiu variação de 0,48%, na segunda prévia de agosto, o que representa um acréscimo de 0,02 ponto percentual acima do resultado anterior (0,46%). A apuração mostra que diminuiu a intensidade de alta, já que na primeira prévia, o índice tinha passado de 0,37% para 0,46%.

O levantamento é feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), em Recife, Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.

Foram constatados acréscimos em seis dos oito grupos pesquisados com destaque para transportes (de 0,32% para 0,36%) sob a influência do etanol (de 0,96% para 2,19%). Em saúde e cuidados pessoais, o índice subiu de 0,87% para 0,91%, puxado pelos artigos de higiene e cuidado pessoal (de 2,38% para 2,58%).

No grupo educação, leitura e recreação , houve alta de 1,10% ante 1,06% sob o efeito, principalmente, do reajuste dos ingressos para show musical (9,49% para 11,87%). Em comunicação , a taxa passou de 0,18% para 0,55% com a tarifa de telefone móvel 1,86% mais cara ante uma variação de 0,01%.

Inversão da queda

Já em habitação, houve inversão da queda de 0,01% para uma estabilidade. Nesta classe de despesa, a maior contribuição foi o aumento nos serviços de conserto de eletrodomésticos (0,88% para 1,13%). E, no grupo vestuário, houve ligeira elevação (de 0,31% para 0,32%) e, entre os artigos que mais pressionaram o índice, está a camisa masculina (0,73% para 1,00%).

Nos dois grupos restantes, foram verificados aumentos em ritmo menor do que na apuração passada: alimentação (de 0,72% para 0,69%) e despesas diversas (de 0,31% para 0,19%).

Os itens que mais pressionaram a inflação no período foram: leite tipo longa vida (11%); show musical (11,87%); refeições em bares e restaurantes (0,82%); perfume (4,38%) e plano e seguro saúde (1,05%).

Em sentido oposto, os itens que mais colaboraram para conter o avanço foram: batata-inglesa (-18,95%); tarifa de eletricidade residencial (-1,67%); cebola (-26,75%); tomate (-9,91%) e alface (-9,13%).

Fonte: Agência Brasil

Superávit da balança comercial soma US$ 4,578 bilhões em julho

02/08/2016 14:35

A balança comercial registrou em julho superávit de US$ 4,578 bilhões. As exportações alcançaram US$ 16,331 bilhões e as importações, US$ 11,752 bilhões. O resultado ficou dentro das projeções do mercado, segundo pesquisa Projeções Broadcast com 18 instituições, mas abaixo da mediana. As previsões apontavam para um saldo positivo em junho entre US$ 4,300 bilhões e US$ 5,700 bilhões, com mediana de US$ 4,900 bilhões.

Na última semana do mês (25 a 31), o saldo comercial ficou positivo em US$ 727 milhões, com vendas externas de US$ 3,310 bilhões e importações de US$ 2,583 bilhões.

No acumulado de janeiro a julho de 2016, o superávit comercial atingiu US$ 28,230 bilhões, o melhor resultado para o período da história. As exportações somaram US$ 106,583 bilhões no período e as importações totalizaram US$ 78,353 bilhões. A série histórica tem início em 1989.

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Agronegócio responde por maior fatia de aporte em Santa Catarina

22/07/2016 10:11

Apesar da retração do consumidor, que substituiu produtos caros por outros mais baratos, e do aumento dos preços do milho, que impactaram os custos de produção, o agronegócio segue investindo. No ano passado, o setor alimentar foi responsável pela maior fatia de aportes realizada pela indústria em Santa Catarina, de 38%, segundo levantamento da Fiesc.

Nesta semana, o diretor-executivo da Acav e do Sindicados da Indústrias de Carnes e Derivados, Ricardo Gouvêa, disse que as agroindústrias terão que investir para atender uma projeção de crescimento da demanda. O Ministério da Agricultura divulgou neste mês uma projeção de aumento da produção nos próximos dez anos de 31,3% em suínos e 34,6% em frangos.

Gôuvea avalia que o crescimento na produção de frangos em Santa Catarina será menor. Mas, em suínos, o avanço terá patamares maiores pelo diferencial sanitário, já que SC é o único Estado com certificado internacional de Zona Livre de Aftosa Sem Vacinação. Graças a esse certificado, Santa Catarina negocia a abertura do mercado da Coreia do Sul, que importa 400 mil toneladas de suínos por ano.

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Santa Catarina abriu 22 mil empresas no primeiro trimestre

30/05/2016 16:33

No primeiro trimestre de 2016, Santa Catarina foi o terceiro estado que mais abriu empresas, com 22 mil novos empreendimentos no país. Ao todo, o Brasil contabilizou 516.201 novas empresas, o maior registro para o período desde 2010, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas.

O número nacional é 7,5% maior que no primeiro trimestre de 2015, quando foram registrados 480.364 nascimentos. Em março, houve ligeira queda de 0,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 184.560.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, o aumento de novas empresas no primeiro trimestre foi puxado pelo surgimento de novos microempreendedores individuais. Este movimento tem sido determinado, principalmente, pela perda de postos formais no mercado de trabalho por causa da recessão econômica, impulsionando trabalhadores desempregados a buscarem, de forma autônoma e formalizados, alternativas econômicas para a geração de renda.

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Produção industrial do Brasil sobe 1,4% em março

04/05/2016 21:37

De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE, em março a produção da indústria nacional apresentou alta de 1,4% na comparação com fevereiro. Tal resultado mensal é o melhor em pouco mais de dois anos. A despeito da notícia positiva, a crise política e econômica ainda sobrepuja a economia brasileira. Neste cenário, em uma ótica trimestral, a produção industrial registrou queda acentuada. No trimestre passado este número retraiu 11,7%, pior resultado desde o primeiro trimestre de 2009 (-14,2%). Na comparação com o ano anterior, março apontou uma queda similar, de 11,4%, chegando à 25ª taxa negativa nessa base de comparação.

Entre os setores divulgados pelo IBGE, a categoria de Bens de Consumo foi a que exibiu a maior alta no mês de março, ou seja, 3,2% sobre o mês anterior, porém, fechou o primeiro trimestre com perdas acumuladas 9,8%. Já Bens de Capital, em março, expôs alta de 2,2%, encerrando os três primeiros meses com retração de 28,9%, devido, sobretudo, à queda de 28,6% na fabricação de bens para equipamentos de transporte. Dos 24 ramos pesquisados, 12 registraram aumento em março.

A despeito de resultados díspares na comparação da base mensal e trimestral, a economia brasileira mostra que pode estar ensejando uma recuperação. Ou pelo menos perda da agudização da recessão. No entanto, em um cenário político e econômico (tanto doméstico quanto externo) extremamente adverso, são necessárias ações por parte do governo que sinalizem estabilidade da política econômica e um direcionamento no qual os preços relativos (câmbio e juros) possam ser utilizados para além do controle da inflação. Em outras palavras, torna-se imperativa a redução das taxas de juros e a manutenção de um câmbio favorável (depreciado) e menos volátil para a competitividade da indústria nacional em mercados internacionais.

Análise realizada por Igor Rocha – Economista

Comitê de Política Monetária mantém a taxa de juros em 14,25%

02/05/2016 15:13

Na noite do dia 27 de abril, o Comitê de Política Monetária decidiu manter a taxa Selic em 14,25% ao ano. Ao contrário dos últimos três encontros, nesta reunião a decisão foi unânime. Essa foi a sexta manutenção seguida dos juros pelo Banco Central, que parou de subir a taxa Selic em setembro do ano passado.

Segundo o comunicado, a autoridade monetária divulgou que:
“O Comitê reconhece os avanços na política de combate à inflação, em especial a contenção dos efeitos de segunda ordem dos ajustes de preços relativos. No entanto, considera que o nível elevado da inflação em doze meses e as expectativas de inflação distantes dos objetivos do regime de metas não oferecem espaço para flexibilização da política monetária”.

Em termos práticos, o argumento utilizado pela autoridade monetária é atuar desta forma para conter a inflação que se mostrou persistente no ano passado e no início de 2016, sem, no entanto, reconhecer que esta se deu via ajuste de preços administrados e efeito da desvalorização do real. Ou seja, não se trata de uma inflação de demanda e sim de oferta onde o combate via juros, pelo menos no curto prazo, possui pouco efeito. Ademais, em um período de acentuada recessão econômica, e queda da inflação, o atual patamar das taxas de juros no Brasil dificulta a retomada da economia. Tal patamar encarece o crédito e freia a demanda doméstica. Pelo lado dos empresários, essa dinâmica desestimula perspectivas de investimento produtivo. Pelo lado dos trabalhadores, há um rebate negativo no nível de empregos. Em conjunção, ambas as óticas mostram uma contração da renda do país em virtude de uma espiral contracionista da economia. A não redução da Selic torna inviável a retomada sustentável da economia.

Análise realizada por Igor Rocha – Economista

Déficit em conta corrente é o menor desde agosto de 2009

28/04/2016 12:57

Desde o inicio de 2015, tem ocorrido uma melhora significativa das transações correntes do país, que representam o saldo final das operações comerciais de produtos e serviços negociados pelo Brasil com outros países, e inclui ainda o saldo da balança comercial, balança de serviços e transferências unilaterais. Analisando os dados do Banco Central, a redução do saldo deficitário é resultado particularmente da alta do dólar e queda da atividade econômica que reduziu fortemente as importações por bens e serviços.

Em março, o déficit em transações correntes ficou em US$ 855 milhões. Tal número apresenta uma evolução positiva ante o resultado negativo de US$ 1,9 bilhão de fevereiro. Mais do que isso, este foi o melhor resultado desde agosto de 2009 (US$ 828 milhões). Analisando o acumulado dos últimos 12 meses, o saldo negativo das transações correntes passou de US$ 46,2 bilhões para US$ 41,4 bilhões – o que representa 2,39% do Produto Interno Bruto (PIB).

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Neste cenário, as exportações brasileiras chegaram a US$ 15,9 bilhões, enquanto as importações ficaram US$ 11,6 bilhões, registrando um saldo positivo de US$ 4,3 bilhões. No trimestre, o saldo da balança comercial registra um superávit de US$ 7,7 bilhões. O saldo comercial acumulado em 12 meses passou de US$ 27,1 bilhões para US$ 31,2 bilhões.  Outras contas ficaram negativas, como a de serviços em US$ 2,9 bilhões e a de renda primária em US$ 2,4 bilhões. Ademais a conta financeira também ficou no vermelho em US$ 355 milhões.

No que tange as despesas com viagens no exterior, os dados divulgados pelo BC mostraram que o reflexo da alta do dólar vista no ano passado foi significativa. Em números, os brasileiros gastaram no exterior US$ 1,3 bilhão em março. Para o mesmo mês no ano passado, este valor havia ficado em US$ 1,5 bilhão. Em 12 meses, a conta liquida de viagens acumula saldo negativo de US$ 9,0 bilhões. Quanto à entrada de investimento direto no país (IDP), este ficou em US$ 5,5 bilhões. O IDP tem sido a principal fonte de dólares para o país, e a entrada de recursos foi mais que suficiente para cobrir o déficit em conta corrente em março. No primeiro trimestre, o IDP totalizou US$ 16,9 bilhões, contra US$ 13,1 bilhões um ano antes. Em 12 meses (até março), o ingresso de IDP foi de US$ 78,8 bilhões (4,56% do PIB), em comparação com os 4,45% do PIB observados no acumulado até fevereiro.

Tais dados trazem um alento para o difícil momento da economia brasileira. Nos últimos 10 anos o país vivenciava uma situação delicada no balanço de pagamentos, fruto de uma balança comercial pautada pela baixa diversificação das exportações – baseada em grande medida em matérias primas – e forte dependência de insumos importados para produção e bens finais intensivos em tecnologia. Nesta perspectiva, o ajuste nas transações correntes, que compõem o balanço de pagamentos, permite afastar uma crise nas contas externas. No entanto, a despeito disso, ao se pensar em uma estratégia de crescimento sustentável é imprescindível que ocorram políticas voltadas à redução das taxas de juros e manutenção da taxa de cambio em um patamar que favoreça a diversificação das exportações brasileiras e a incorporação de setores mais sofisticados – intensivo em tecnologias – a estrutura produtiva e exportações da economia.

Análise realizada por Igor Rocha – Economista

Balança comercial tem o melhor março da série histórica

06/04/2016 17:24

Dados divulgados recentemente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que, no mês de março, as exportações superaram as importações em US$ 4,4 bilhões. Para esse mês, tal patamar foi o melhor da série histórica iniciada em 1989. O novo nível da taxa de câmbio (desvalorização do real) provocou queda da demanda por produtos importados e consequente impacto positivo na balança comercial. Com isso, no primeiro trimestre deste ano, a balança comercial do país ficou positiva em US$ 8,4 bilhões. Trata-se do melhor resultado para o período desde 2007, quando o saldo positivo foi de US$ 8,7 bilhões.

Os produtos que mais se destacaram nas exportações foram a soja, milho, carnes, algodão, aviões, etanol, automóveis e ouro. No ano de 2016, as exportações já somam US$ 40,6 bilhões. Em uma análise da média diária, as exportações de março registraram US$ 727 milhões por dia, 5,8% abaixo da média verificada para o mesmo mês do ano passado (US$ 771,8 milhões). Pelo lado das importações, a média diária de março de 2016 (US$ 525,4 milhões) foi 30% inferior a mesma média diária para o período no ano passado (US$ 750,8 milhões). No mês, caíram as importações especialmente de combustíveis e lubrificantes (-40,8%), bens de consumo (-31%), bens intermediários (-28,3%) e bens de capital (-26,8%).

Dado que expectativas positivas quanto ao equilíbrio da balança comercial vêm se concretizando desde o ano passado (com as exportações superando as importações em US$ 19,7 bilhões em 2015), tanto o Banco Central quanto o MDIC mantiveram projeções positivas para a Balança Comercial do País. O primeiro divulgou uma expectativa de resultado positivo de US$ 40 bilhões, enquanto o segundo pontuou uma previsão de US$ 35 bilhões.

Segundo IBGE o estado de SC fecha 2015 com a menor taxa de desemprego do país

15/03/2016 19:56

Santa Catarina fechou o ano de 2015 com uma taxa de desemprego de 4,2%, a menor do país. O dado foi divulgado na manhã desta terça-feira (15) e faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios — Contínua (PNAD Contínua), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar de manter o melhor índice nacionalmente, a taxa de desemprego cresceu 1,5 ponto percentual em relação ao fim de 2014, quando estava em 2,7%. Na comparação com o terceiro trimestre de 2015, houve uma pequena queda: a taxa de desocupação foi de 4,4% para 4,2%.

A região metropolitana de Florianópolis também apresentou uma elevação na taxa de desemprego ao longo de 2015: fechou o ano em 5,3% contra 4% no final de 2014. Apesar disso, é o segundo menor índice do país, atrás apenas da Grande Curitiba (5,2%). Já a capital em si possui a quinta menor taxa de desocupação do país, com 5,9%,  atrás de Campo Grande, Rio de Janeiro, Curitiba e Palmas.

Para a especialista em economia Janypher Marcela Inácio, os dados do IBGE reforçam o papel fundamental da diversificação do mercado catarinense para garantir que o impacto da crise seja um pouco menor no Estado e chegue mais tarde do que em outras regiões.

— Santa Catarina tem uma configuração diferente do resto do país, aqui temos um número grande de pequenas e médias empresas e em muitos setores. Em São Paulo, basta uma empresa para que 20 mil pessoas sejam demitidas. Aqui, precisaria de várias. Com a quantidade menor de funcionários destas estruturas enxutas, o impacto é menor — avalia.

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