TD 045/2021 – Panorama do mercado de trabalho de Florianópolis entre 2012 e 2019

23/03/2021 14:28

Texto para Discussão 045/2021, de autoria de Vicente Loeblein Heinen, dá um panorama do comportamento do mercado de trabalho do município de Florianópolis no período entre 2012 e 2019. A partir de informações da PNAD Contínua, o texto analisa aspectos como as tendências demográficas da capital, a dinâmica da força de trabalho e os indicadores de desemprego aberto e oculto, além da distribuição das ocupações por setor de atividade econômica, categoria do emprego e por classes de renda.

Os resultados do estudo apontam para uma tendência de forte deterioração do mercado de trabalho de Florianópolis a partir de 2014, com baixo crescimento do emprego face ao avanço da população em busca de trabalho. Quanto às tendências do emprego, alerta para o rápido aumento da informalidade no município, tendo em vista a concentração das vagas em atividades de baixa produtividade e majoritariamente informais. Além disso, são identificadas as tendências de estagnação do nível salarial e de ampliação da desigualdade de renda na capital catarinense.

Confira este e outros trabalhos na aba Textos para Discussão.

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Razões para Santa Catarina apresentar o maior saldo de empregos formais entre os estados do Brasil em 2020

16/02/2021 16:03

Por: Vicente Loeblein Heinen[1]

O mercado de trabalho foi uma das áreas onde os impactos da crise da Covid-19 ficaram mais evidentes. Com isso, os resultados periódicos das principais bases de dados sobre o tema vieram para o centro do debate. A despeito da importância e do reconhecido rigor das pesquisas do IBGE, como a PNAD Contínua e a PNAD Covid-19 (versão especialmente elaborada para captar os impactos da pandemia), em Santa Catarina esse debate se deu basicamente em torno do Novo Caged, instrumento do Ministério da Economia que condensa as movimentações das carteiras de trabalho do país[2].

Tal ganho de visibilidade não se deve apenas à maior agilidade na divulgação dos dados mensais dessa base de dados, mas principalmente aos seus resultados. No acumulado de 2020, Santa Catarina apresentou o maior saldo de empregos formais dentre todas as unidades da federação, gerando 53 mil vínculos formais de trabalho[3]. Esse resultado foi amplamente repercutido pelo Governo do Estado e pelos principais veículos de comunicação catarinenses, que não perderam a oportunidade de tomá-lo como uma demonstração da “competitividade da economia catarinense”[4] e do “perfil empreendedor de quem está à frente dos negócios”[5].

Fugindo das explicações ufanistas, neste texto elencamos cinco razões pelas quais Santa Catarina liderou a geração de empregos formais em 2020:
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