O setor de serviços no Brasil e em Santa Catarina no mês de maio
Por: Lauro Mattei [1] e Vicente Loeblein Heinen [2]
A pandemia causada pelo novo coronavírus afetou a economia em praticamente todos os países do mundo, causando grandes quedas nas atividades ao longo do primeiro semestre de 2020. Com isso, organizações internacionais, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Nacional, estimam que o Produto Interno Bruto (PIB) da economia mundial poderá recuar em até cinco pontos percentuais no corrente ano, sendo que em alguns blocos regionais esse valor poderá atingir até 10 pontos negativos. Para o Brasil, esses organismos estimaram um resultado negativo entre 6 a 8 pontos percentuais.
Diante do peso do setor de serviços na composição do PIB brasileiro[3], é importante analisar a trajetória recente desse setor, tanto no país como em Santa Catarina, conforme Gráfico 1. Os indicadores relativos aos serviços nos últimos três anos (2017-2019) revelaram que, independentemente de algumas particularidades da economia catarinense, seu comportamento guarda estreita relação com os movimentos da economia nacional. De um modo geral, observa-se que em ambos os casos o volume de serviços registrado nos últimos anos ficou muito abaixo do patamar observado no período anterior à crise econômica iniciada em 2015. Com isso, nota-se que o volume de serviços auferidos no Brasil ao longo do ano de 2019 foi aproximadamente 10% inferior ao verificado no ano de 2014 (data-base da série histórica), enquanto o volume de Santa Catarina ficou cerca de 15% abaixo desse nível
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