Paulo Kliass*
O Brasil saiu novamente do Mapa da Fome, de acordo com informações divulgadas pela “Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura” (FAO/ONU). A novidade foi apresentada durante o evento denominado 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, realizado no final de julho na Etiópia. A primeira vez que tal fato ocorreu foi em 2014, quando o País apresentou resultados de políticas públicas que permitiram que saíssemos do Mapa da Fome. Esta importante conquista havia sido alcançada depois de uma sequência de 11 anos de programas governamentais iniciados no primeiro mandato de Lula em 2003. Um dos instrumentos mais conhecidos para tal feito é o Programa Fome Zero.
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Paulo Nogueira Batista Jr*
A usura como política de Estado não é técnica – é opção política. Enquanto o Brasil liderar rankings de desigualdade e juros reais, seguirá refém de um sistema que transfere riqueza do trabalho para o capital, do público para o privado, do futuro para o presente
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Lauro Mattei*
INTRODUÇÃO
É importante recordar o processo histórico da política comercial global. Após o final da Segunda Guerra Mundial foi criado, em 1947, o Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT), que vigorou até 1995. Em janeiro daquele ano foi firmado o acordo de Marakech que resultou na criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), com o objetivo de ordenar o funcionamento do comércio mundial por meio da solução de controvérsias e do combate de práticas anticoncorrenciais. Para tanto, foram definidos cinco princípios fundamentais de ação dessa organização global: a não discriminação, a previsibilidade, a concorrência leal, a proibição de restrições quantitativas e o tratamento especial para países em desenvolvimento.
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Luis Felipe Miguel*
Seis dias depois de Donald Trump divulgar suas ameaças, as reações no Brasil já estão claras.
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Paulo Nogueira Batista Júnior*
A carta destemperada de Trump é um sintoma da decadência que ele mesmo nega.Enquanto isso, os BRICS avançam na construção de instituições paralelas – não por revanchismo, mas pela simples constatação de que um sistema financeiro saudável não pode depender de um hegemon que confunde poder com petulância.
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Paul Krugman*
Na semana passada, a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou a Lei Genius, que impulsionará o crescimento das stablecoins, [moedas digitais privadas, atreladas ao dólar] abrindo caminho para futuros golpes e crises financeiras. Na quinta-feira, os deputados norte-americanos também aprovaram um projeto que proíbe o Federal Reserve (Fed, banco central) de criar uma moeda digital pública (Central Bank Digital Currency, ou CBDC) — ou mesmo de estudar a ideia.
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Thomas Piketty*
Assim como o padrão-ouro e o colonialismo ruíram sob o peso de suas próprias contradições, o excepcionalismo do dólar também chegará ao fim. A questão não é se, mas como: será por meio de uma transição coordenada ou de uma crise que deixará cicatrizes ainda mais profundas na economia global?
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Apóstolos Thomadakis*
A era do consenso global acabou, exigindo uma abordagem nova, estratégica e resiliente à globalização.
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Tamires Boing*
João Marcelo Sovinski**
Os dados do Novo Caged de abril/25 evidenciaram que o mercado de trabalho formal do país se expandiu em 0,5%, com abertura de 257,5 mil vagas. Já em Santa Catarina foram gerados 10,4 mil novos postos de trabalho, correspondendo a um crescimento de 0,4%, conforme demonstrado na Tabela 1. Quando descontados os efeitos sazonais, o crescimento no país foi de 0,4%, enquanto em Santa Catarina a expansão foi de 0,3%.
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Kauê Soares Alexandre*
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) acompanha o comportamento conjuntural do setor de serviços no país e nas 27 Unidades Federativas (UFs) ao pesquisar a receita bruta de serviços em empresas juridicamente constituídas, cujo número de pessoas ocupadas que desempenham como atividade principal um serviço não-financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação, seja igual ou superior a 20. Recentemente foi divulgada a vigésima oitava edição da pesquisa, relativa ao mês de abril de 2025, após o início das alterações metodológicas que visaram captar melhor as mudanças econômicas em curso2.
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Rafael Nicolo Serra Ferreira*
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) acompanha o comportamento conjuntural do comércio varejista no Brasil ao investigar a receita bruta de revenda em empresas juridicamente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas e cuja atividade principal é o varejo. A pesquisa, realizada mensalmente desde 1995, cobre as 27 Unidades da Federação e produz indicadores de volume e receita nominal de vendas, com séries atualizadas periodicamente — sendo a atual baseada no ano de 2022. A PMC também contempla o comércio varejista ampliado, incluindo os segmentos de veículos e material de construção.
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Gabriel Schwalbe Hoffmann*
A pesquisa sobre a Produção Industrial Mensal – PIM Regional é realizada pelo IBGE desde a década de 1970 sintetizando um conjunto de indicadores de curto prazo relativos ao comportamento da produção real da indústria extrativa e de transformação. Para tanto, são produzidos índices mensais para 17 unidades da federação segundo o critério de que tais unidades federativas tenham participação de, no mínimo, 0,50% do total do valor da transformação nacional. Ressalta-se que no caso da região Nordeste é realizado um agregado regional, razão pela qual tal região figura junto com as unidades federativas na divulgação das informações, conformando o horizonte de 18 localidades pesquisadas.
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Manfred Back*
Luiz Gonzaga Belluzzo**
Enquanto os ‘mídiamacro’ insistirem em sepultar a dinâmica financeira sob equações lineares e dicotomias obsoletas, a economia real seguirá refém de um fetichismo que ignora o crédito endógeno, a volatilidade dos fluxos especulativos e a própria história.
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Foi publicado o Texto para Discussão nº067, elaborado por Lauro Mattei, com o título “As tarifas comerciais do governo Trump e seus possíveis impactos sobre as exportações brasileiras e catarinenses”.
Para ler o texto, basta clicar aqui ou acessar a Aba de Textos para Discussão.
Rogério Sobreira*
Um debate que tem sido recorrente na imprensa especializada diz respeito à pertinência da manutenção dos juros nos elevados patamares atuais como meio para se estabilizar a inflação. A Selic, como se sabe, foi elevada para 15% ao ano na reunião do COPOM, o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (BCB), na sua última reunião no dia 18 de junho.
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